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As concessões totais de empréstimos tiveram redução de 1,9% no mês de maio, somando R$ 391,3 bilhões, devido a variações de 0,9% em pessoas jurídicas e de -2,1% em pessoas físicas. Em doze meses até maio, o volume de crédito bancário registrou aumento de 16,1%, mas, apesar do crescimento, houve recuo nas novas concessões de empréstimos no mês passado. As informações foram divulgadas pelo Banco Central, nesta segunda-feira, 28.

Os juros do cartão de crédito e do cheque especial caíram em maio. A taxa para o cartão ficou em 329,6% ao ano, 6,5 pontos percentuais abaixo do registrado em abril. O índice para o cheque especial ficou em 122,1%, 2,2 pontos percentuais abaixo do registrado no mês anterior.

No crédito livre, a taxa média de juros das concessões atingiu 28,5% a.a., registrando redução de 0,5 p.p. no mês e 1,4 p.p. na comparação interanual. No crédito livre às empresas, a taxa média de juros reduziu 0,1 p.p. no mês, para 14,6% a.a., destacando-se a redução na modalidade de repasse externo que compensou a elevação do mês anterior.

Na comparação com os últimos doze meses, foi registrado um aumento de 0,4 p.p. No segmento de famílias, a taxa média de juros atingiu 39,9% a.a., declínio de 1,2 p.p. no mês, destacando-se redução no crédito pessoal não consignado (-5,3 p.p.). Na comparação interanual, a taxa do crédito livre às famílias declinou 3,8 p.p.

A inadimplência total passou de 2,2% para 2,3%. Para os clientes pessoa física, a inadimplência registrou crescimento, passando de 2,9% para 3%, de abril para maio. Já para pessoa jurídica, o avanço foi de 1,3% para 1,5%, no mesmo período. (Com assessoria de imprensa)