Confiança do consumidor cai em novembro, diz FGV

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O cenário marcado por inflação elevada, juros altos e aumento no endividamento das famílias contribuíram para a queda, a mínima em sete meses em novembro, da confiança dos consumidores brasileiros, conforme a Fundação Getúlio Vargas (FGV).

O Índice de Confiança do Consumidor (ICC) da FGV, divulgado nesta quarta-feira, 24, registrou em novembro seu menor patamar desde abril deste ano – caiu de 1,4 ponto, a 74,9 pontos.

O Índice de Situação Atual (ISA), que mede a percepção do consumidor sobre o momento presente, sofreu queda de 2,1 pontos, para 66,9 pontos. Isso foi decorrente principalmente da deterioração da situação econômica local e das finanças das famílias, de acordo com o comunicado da FGV.

Já o Índice de Expectativas (IE), que acompanha o sentimento em relação aos próximos meses, caiu 1,0 ponto, a 81,4, pressionado pelo indicador que mede as perspectivas sobre a situação financeira familiar.

Apesar do avanço da vacinação, que reduziu os casos e mortes (por Covid-19) e flexibilização das medidas restritivas, “o aumento da incerteza econômica diante de uma inflação elevada, política monetária restritiva e maior endividamento das famílias de baixa renda torna a situação ainda desconfortável e as perspectivas ainda cheias de ameaças”, explicou em nota a FGV.

Dados referentes a outubro mostraram recentemente que o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) disparou 10,67% no acumulado em 12 meses, taxa mais acentuada desde janeiro de 2016 (+10,71%).