Anuário Tele.Síntese 2021 | Credito: Tele.Síntese

Anuário Tele.Síntese 2021 | Credito: Tele.Síntese

Em sua décima edição, o Prêmio Anuário Tele.Síntese de Inovação 2021 divulgou os ganhadores do ano. A cerimônia foi realizada de forma virtual nesta segunda, 13.

O júri avaliou 206 projetos de 125 empresas, em seis categorias, algo inédito na premiação, cujo período de inscrições começou em julho de 2021. “É com muita alegria que constatamos que, mesmo depois de um ano tão difícil e doloroso para toda a humanidade, o número de projetos e de empresas inscritas nas seis categorias da premiação bateu recorde”, diz Miriam Aquino, Diretora-Executiva do Anuário.

“Isso é uma demonstração clara de que a adversidade é um motor de estímulo à criatividade humana”, completa.

 


Os vencedores

A American Tower, em parceria com a PUC-RJ, foi a vencedora na categoria Operadoras de Serviços de Comunicações e Fornecedores de Infraestrutura. Campo Conectado foi a solução premiada. Trata-se de um projeto-piloto na Fazenda Macuco, localizada no vilarejo de Santiago do Norte, em Paranatinga, MT, que visa a implementação de um sistema de gestão para o ambiente rural com adoção de tecnologias de agricultura de precisão e irrigação com taxas variáveis, e o consequente aumento da eficiência e produtividade sustentável.

Daniel Lapper, diretor de Novos Negócios e IoT da American Tower, explica que o uso da infraestrutura de rede neutra LoRaWAN da American Tower permite introduzir soluções e aplicações de monitoramento de dispositivos sensores em finalidades diversas nesse projeto.

O segundo prêmio teve empate. O rebobinador de fibra óptica, da Algar Telecom, foi um dos premiados. A solução evita o desperdício de fibras ópticas. Segundo Zaima Milazzo, presidente do Brain, Instituto de Ciência e Tecnologia da Algar, no período de teste/adaptação foi possível reaproveitar em um mês cerca de 34 mil metros quadrados, o que equivale a 5% do volume total mensal utilizado em Uberlândia (MG). Esse volume possibilita a instalação de 234 novos clientes com drops que antes seriam descartados.

A Solução de Blockchain Para Rastreabilidade, da Vivo, ficou também na segunda colocação. A operadora investiu em uma plataforma Blockchain para ter controle integrado de sua complexa operação logística e já obteve resultados concretos: mais 4% na eficiência do uso de material, 25% na otimização dos estoques e 8% na recuperação de equipamentos.

“Conseguimos, principalmente, a garantia de abastecimento e distribuição de materiais para todo o time de campo mesmo durante a pandemia, mesmo com escassez global de componentes e uma alta demanda pelos serviços de Internet e TV por assinatura”, observa Leandro Stumpf, Diretor de Logística da Vivo.

A TIM, com Cursos Livres e Superiores, ficou com a terceira posição. A aposta da operadora na área da educação e, numa parceria com o grupo educacional Kroton, via plataforma de EaD (Ensino à Distância), entregou a seus a possibilidade de realizar cursos pelo celular.

“A democratização da educação é um tema muito relevante na nossa estratégia. A iniciativa teve grande aceitação entre os clientes e reforçou um benefício que vai além dos serviços de telefonia”, fala Leonarda Trindade, head de Distance Learning Growth.

Operadoras regionais

A solução Redes Neutras com PTT regional deu à Elnet Telecom o primeiro lugar na categoria Operadoras Regionais. “Em virtude da deficiência regional que os ISPs sofrem em não ter múltiplas redundâncias e conectividades devido ao afastamento das grandes cidades, a ideia permitiu que ISPs, parceiros, órgãos públicos e privados se interligassem numa rede regional para fomentar conteúdos locais e fazer parte de um PTT (CIX)”, diz Edivan Ferreira, diretor da Elnet.

A Vero ficou em segundo lugar com Customer Experience, “plataforma que combina três elementos cruciais para a experiência do cliente: pessoas, processos e tecnologia”, conforme define Fabiano Ferreira, presidente da empresa.

Segundo o executivo, o serviço “é inovador ao apresentar “pessoas 100% dedicadas na jornada, squads atuando diariamente na evolução de processos e tecnologia de alta escalabilidade para crescimento exponencial”.

O plano Fibra Xtreme 2Giga, da Unifique, colocou a empresa de Santa Catarina no terceiro lugar. O serviço, que foi desenvolvido com as empresas Multilaser PRO e ZTE, utiliza a tecnologia XGS-PON, que aumenta até quatro vezes a largura de banda para download e até oito vezes para upload.

O sistema permite conexões de até 10 Gbps, e entrega para o cliente uma internet com o dobro da velocidade disponível no mercado.

“A quarta geração de tecnologia em fibra óptica, o XGS-PON permite a entrega de ultra velocidades até a casa do cliente, de 10Gbps por ponto”, diz Jair Francisco, Diretor de Mercado da Unifique.

Desenvolvedores de aplicações financeiras e fintechs

Ampliação da inclusão financeira e redução da inadimplência foram os objetivos da Innovative Assessments para desenvolver a Worthy Credit. A solução colocou a empresa israelense no primeiro lugar da categoria Desenvolvedores de aplicações financeiras e fintechs.

A Worthy Credit é uma solução de pontuação de crédito que auxilia os credores na aprovação de crédito para os não bancarizados.

“A plataforma usa psicometria avançada e aprendizado de máquina para ajudar os credores a identificar clientes responsáveis e confiáveis entre aqueles que, de outra forma, não se qualificariam para obter crédito devido a dados de crédito tradicionais insuficientes”, conta Saul Fine, CEO da companhia.

O serviço Antecipa Fácil Open Banking, da Antecipa Fácil, ficou na segunda posição. A plataforma concentra financiadores em uma comunidade para o compartilhamento de informações positivas e negativas de tomadores de crédito.

“Uma empresa que acerte um direito creditório com outra vai receber após 180 dias. É essa dor que eu resolvo. Trago esses 180 dias para a Antecipa Fácil para zero. Por quê? A empresa tomadora do crédito coloca essa nota fiscal na plataforma, eu leiloo em nossa comunidade de agentes financeiros e, com o deságio, ela consegue uma taxa de juros mais baixa”, conta Elber Laranja, sócio e diretor.

Teve empate no terceiro lugar da categoria. Um dos prêmios foi para a BPP 301, uma plataforma de banco como serviço, ou “bank as a service”, como define José de Carvalho Júnior, diretor de Produtos e Inovação da BPP, usando o termo em inglês.

“Nós nos plugamos diretamente em todos os sistemas do mercado financeiro. Uma vez conectados diretamente, sem intermediários, começamos a ofertar APIs para as empresas que querem ou criar sua própria solução ou automatizar seus processos logando seus sistemas direto em soluções de pagamento”, explica Carvalho Júnior.

Quem dividiu o prêmio em terceiro com a BPP foi a Vispe Capital, com seu VCNegociações. Droander Martins, CEO da empresa, explica como funciona.

“Até antes da pandemia, as negociações de M&A eram feitas, na sua maior parte, presencialmente. Como viagens e reuniões presenciais ficaram limitadas, no cenário atual, a VCnegociações foi criada como um marketplace para que investidores consigam buscar empresas para investir, para que as empresas que estão à venda ganhem mais visibilidade e para que oportunidades de captação de recursos e novos negócios estejam disponíveis publicamente.”

O software inicialmente está voltado para as fusões e aquisições dos provedores regionais de internet.

Fornecedores de soluções de IoT

Solução IoT Para Monitorar Energia, da Ativa; Izy, criação da Intelbras; e iMetos LoRain, da Metos, são, respectivamente, primeiro, segundo e terceiro colocados ao prêmio da categoria Fornecedores de soluções de IoT.

Economia de energia elétrica é o que promove o serviço inovador da Ativa Soluções. “É uma plataforma baseada em software com inteligência para proporcionar ao mercado eficiência operacional, e com isso reduzir custos”, diz Edson José Rennó Ribeiro, diretor-presidente da Ativa.

A solução vencedora surgiu da necessidade de uma grande companhia gerenciar energia online integrando dados de medidores de energia, faturas e módulos de comunicação, segundo Isabela Carvalho, engenheira da Ativa.

“Unidades consumidoras não conseguem realizar o controle financeiro dos gastos com energia, pois recebem a informação da fatura somente no final do mês”, fala Carvalho.

Izy, da Intelbras, é uma solução tecnológica que permite, por meio de produtos de energia, iluminação, entretenimento e segurança, tornar as residências inteligentes com um único aplicativo, possibilitando também a integração com assistentes de voz.

“A solução foi desenvolvida para democratizar a tecnologia IoT, com produtos mais acessíveis, fáceis de instalar e configurar, diferentemente dos sistemas tradicionais para automação residencial, que costumam ter valores elevados, complexos de utilizar”, diz Fabio Sebastiani, diretor da Unidade de Energia da Intelbras.

A iMetos LoRain é uma estação meteorológica compacta e com conectividade NB-IoT que mede as condições climáticas dentro do campo.

“Graças ao barateamento dos componentes internos e das novas tecnologias de processamento de dados, esse é um equipamento muito mais simples e mais barato. Com ele, em vez de monitorarmos um único ponto por fazenda, hoje conseguimos maior número de informações e deixamos de analisar o macroclima e passamos analisar o microclima”, diz Luciano Loman, Diretor Executivo da Metos.

Fornecedores de software e serviços

Outra categoria que teve empate – no terceiro lugar – foi a de Fornecedores de software e serviços. Cellere (1º), CPQD (2º), Ericsson (3º) e Quanticum (3º) foram as empresas que apresentaram as soluções vencedoras.

A primeira venceu com a Cellere Contextus, criada a partir da percepção de que informações já digitalizadas ganhariam mais valor se fossem contextualizadas.

A solução interpreta e contextualiza informações de documentos através de IA e um OCR inteligente que reconhece nome, razão social, CNPJ, CPF, endereços e datas inseridas no documento, contextualizando essas informações com as mais diversas regras.

O que eu faço com a informação depois que ela é extraída? Como eu gero valor para isso? Daí surgiu a ideia do Contextus, que é contextualizar essa informação extraída conforme a necessidade de negócios do cliente”, explica Arnaldo M.Bellato, Diretor de Operações, Vendas e Marketing da Cellere.

CPQD iD, da CPQD, é uma solução SaaS (Software as a Service) de fornecimento de identidade digital descentralizada e interoperável que utiliza Blockchain.

“É um serviço para criação, verificação, assinatura digital e customização de identidade digital descentralizada para pessoas, organizações, ativos e ‘coisas’. Essa identidade digital pode ser facilmente integrada a serviços de terceiros, proporcionando um canal de autenticação rápida, segura, sem senhas e aderente à LGPD”, contam Frederico Nava, diretor de Soluções Tecnológicas e Consultoria; e Fernando Marino, responsável técnico por produtos Blockchain do CPQD.

“Além disso, a solução é interoperável com os padrões de identidade utilizados internacionalmente e no Brasil, como o ICP-BR”, acrescentam.

Tecnologia inspirada em games, a 5G Gamba Walks, da Ericsson, é uma plataforma que permite operar robôs a distância.

“Estamos explorando, com esse tipo de inovação, as interfaces humanos-robôs. Robôs já são companheiros de humanos nas linhas de produção. O 5G torna essa interação humano-robô muito mais rica, fértil e sofisticada”, diz Edvaldo Santos, diretor de Pesquisa, Desenvolvimento e Inovação da Ericsson para o Cone Sul da América Latina.

A Terrus, da Quanticum, é uma solução que faz o mapeamento do potencial agrícola e da resiliência ambiental dos solos brasileiros. O diferencial do serviço, segundo a empresa, é o desenvolvimento de uma metodologia para diagnosticar e mapear a saúde dos solos tropicais por meio de nano partículas.

“A vantagem dessa metodologia é que não sofre influência da água, restos vegetais e insumos já presentes no solo. Isso dá uma grande escalabilidade e flexibilidade operacional para diferentes épocas do solo, tamanhos de área e perfis de produtores”, diz Diego Silva Siqueira, diretor-executivo da Quanticum.

“O sensor pesa menos de 500 gramas e pode ser acoplado em qualquer equipamento, incluindo drones”, completa.

Fornecedores de produtos

Os premiados na categoria Fornecedores de produtos são das empresas Qualcomm (1º lugar), Juniper (2º) e Embratel (3º).

QTM527 é a solução sistêmica para ondas milimétricas da norte-americana Qualcomm, que tem sede na Califórnia, e escritórios em São Paulo e Brasília.

“Abrange desde o transceptor até a antena, incluindo os filtros, amplificadores, duplexadores, etc. A solução é pré-testada e emprega componentes de alta qualidade, permitindo aos nossos parceiros desenvolverem rapidamente os seus produtos finais, como CPE”, explica Silmar Palmeira, diretor sênior de Produtos da Qualcomm Latam.

Um Wi-Fi dirigido por Inteligência Artificial, construído sobre uma estrutura de controlador em nuvem. Esse é o Juniper-Mist, um sistema de localização preciso e flexível, baseado em BLE.

“O que a Mist faz é dar à área de TI ferramentas para que as redes sejam autônomas, para que se tenha visibilidade em tempo real para saber o que está acontecendo na infraestrutura. Quando os parâmetros de qualidade não são atingidos, é necessário apontar a causa, então você dá esse suporte para os executivos, para as equipes”, explica Marcos Dias, líder regional de vendas da Juniper para Caribe e América Latina.

O Painel MultiCloud, que deu à Embratel o terceiro lugar na categoria Fornecedores de Produtos, é uma aplicação que faz toda a orquestração necessária para múltiplas nuvens funcionando.

“Permite a administração das nuvens, tanto no aspecto financeiro como no aspecto técnico, e permite também repassar para a área usuária, o que normalmente ficaria com o pessoal de TI ou de pessoas mais técnicas. Então, facilita a administração e o uso dentro das empresas, que é um cenário que vemos cada vez mais no mercado”, explica Mário Rachid, diretor-executivo de Soluções Digitais da Embratel.

Baixe aqui a edição completa do Anuário Tele.Síntese de Inovação 2021