Detalhe de nota de 100 reais - Crédito: Freepik

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O setor público consolidado, formado por União, estados e municípios, apresentou superávit primário de R$ 16,729 bilhões no mês passado, ante déficit primário de R$ 87,594 bilhões em agosto de 2020.Os dados foram divulgados nesta quarta-feira, 29, pelo Banco Central. É o melhor resultado para o mês de agosto da série histórica do BC, que teve início em 2001.

Os governos estaduais contribuíram para a melhora do resultado no mês passado registrando superávit de R$ 23,479 bilhões, ante superávit de R$ 8,308 bilhões em agosto de 2020. Os governos municipais também anotaram superávit de R$ 3,859 bilhões em agosto deste ano. No mesmo mês de 2020, o superávit foi de R$ 788 milhões para esses entes.

O chefe do Departamento de Estatísticas do Banco Central, Fernando Rocha, explicou que o expressivo superávit de R$ 27 bilhões nas contas dos estados e municípios, em agosto deste ano, está relacionado com o recebimento, pelo Rio de Janeiro, de parte dos recursos da privatização da Cedae, no valor de R$ 15 bilhões. O superávit do mês passado foi elevado em igual proporção.

Da mesma forma, segundo Rocha, houve melhora na arrecadação desses entes, principalmente do Imposto Sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS), que teve variação de 18,5% do ano passado para cá. Além disso, as transferências regulares do governo federal no âmbito do compartilhamento de impostos e outras normas federativas cresceram 54,6%, fruto natural do aumento da arrecadação federal.

Em agosto de 2021, a dívida bruta do governo geral (DBGG), que contabiliza apenas os passivos dos governos federal, estaduais e municipais, chegou a R$ 6,849 trilhões ou 82,7% do PIB, contra 83,1% (R$ 6,797 trilhões) no mês anterior. Assim como o resultado nominal, a dívida bruta é usada para traçar comparações internacionais.

(Com Agência Brasil e BC)