Sede do Banco Central, em Brasília - Foto: Marcello Casal Jr./Agência Brasil

Sede do Banco Central, em Brasília – Foto: Marcello Casal Jr./Agência Brasil

O Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central começa nesta terça-feira, 26, a sétima reunião do ano para definir a taxa básica de juros. Amanhã, 27, após o fechamento do mercado, o comitê anunciará a decisão.

Os membros do Copom sinalizaram, na ata da última reunião, que devem manter a elevação da Selic no mesmo patamar de 1 ponto percentual, com uma política monetária contracionista diante da piora dos índices de preços. Já o mercado agora espera por um aumento maior, de 1,25 ponto percentual ou de 1,5 p.p., tanto no encontro desta terça e quarta-feira quanto na última reunião do ano, dias 7 e 8 de dezembro.

Histórico da Selic

Depois de passar seis anos sem ser elevada, a Selic mantém um ciclo de alta. De julho de 2015 a outubro de 2016, a taxa permaneceu em 14,25% ao ano. Depois disso, o Copom voltou a reduzir os juros básicos da economia até que a taxa chegou a 6,5% ao ano, em março de 2018.

Em julho de 2019, a Selic voltou a ser reduzida até chegar ao menor nível da história em agosto de 2020, em 2% ao ano. Começou a subir novamente em março deste ano, quando avançou para 2,75% ao ano e, no início de maio, foi elevada para 3,5% ao ano. Em junho, agosto e setembro, subiu para 4,25% ao ano, 5,25% ao ano e 6,25% ao ano, respectivamente.

Meta de inflação

Para 2021, a meta de inflação que deve ser perseguida pelo BC, definida pelo Conselho Monetário Nacional, é de 3,75%, com intervalo de tolerância de 1,5 ponto percentual para cima ou para baixo. Ou seja, o limite inferior é 2,25% e o superior é 5,25%.

A projeção do mercado é de uma inflação fechando o ano em 8,96%, de acordo com o Boletim Focus desta semana. É a 29ª alta consecutiva da previsão das instituições financeiras.

(com Agência Brasil)