Sede do Banco Central em Brasília - Crédito: Flickr BC

Sede do Banco Central, em Brasília – Crédito: Flickr BC

O Comitê de Política Monetária (Copom) considerou a possibilidade de aumentar a taxa básica de juros, na última reunião realizada na semana passada, em mais de um ponto percentual, conforme ata divulgada nesta terça-feira, 28.

“O Copom avaliou os custos e benefícios de acelerar o ritmo da elevação dos juros”, revelou a ata. “Finalmente, o peso de itens voláteis nas revisões das projeções de inflação de curto prazo e o ineditismo do processo de readequação econômica pós-pandemia reforçam o benefício de acumular mais informações sobre o estado da economia e a persistência dos choques em vigor”, destacou o documento.

Na semana passada, o BC aumentou a taxa básica de juros em 1 ponto percentual, ao patamar de 6,25% ao ano, e indicou que deverá manter o ritmo de aumento da Selic na próxima reunião do Copom, em outubro, buscando avançar em “território contracionista” ao dar sequência ao seu agressivo ciclo de aperto monetário para domar a inflação.

A ata também demonstrou que a autoridade monetária deixou a porta aberta para um aumento até maior. “O Copom enfatiza que os passos futuros da política monetária poderão ser ajustados para assegurar o cumprimento da meta de inflação e dependerão da evolução da atividade econômica, do balanço de riscos e das projeções e expectativas de inflação para o horizonte relevante da política monetária”, afirmou o documento.

Em outro ponto, porém, o BC considerou que, no atual estágio do ciclo de elevação dos juros, “esse ritmo de ajuste é o mais adequado” para garantir a convergência da inflação para a meta no horizonte relevante e, simultaneamente, permitir que o Comitê obtenha mais informações sobre o estado da economia e o grau de persistência dos choques.