Cotação do Bitcoin despenca para abaixo de US$ 20 mil - Crédito: Freepik

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O Bitcoin caiu para abaixo de 20 mil dólares no último sábado, 18, patamar mais baixo em 18 meses, estendendo sua queda, à medida em que investidores mostram nervosismo pelos problemas cada vez maiores da indústria e com a retração geral de ativos mais arriscados continuando.

O setor de moedas digitais levou um golpe esta semana, após a empresa de empréstimos de criptomoedas Celsius congelar saques e transferências entre contas, enquanto algumas empresas de cripto demitiram funcionários e houve relatos de que um hedge fund (fundos flexíveis que buscam proteção de investimentos) de criptomoedas havia tido problemas.

A Binance, maior corretora de criptomoedas do mundo, demitiu 18% de sua força de trabalho e sugeriu que novos cortes podem ser necessários.

No Brasil, o grupo 2TM, dono do Mercado Bitcoin (uma das maiores corretoras no País), demitiu 90 dos cerca de 750 funcionários no começo do mês. A empresa também apontou que o cenário financeiro global, com alta de juros e da inflação, foi uma das razões para o enxugamento da equipe.

Isso acontece paralelamente a uma queda nas ações, com papéis norte-americanos passando pela sua maior baixa semanal em porcentagem em dois anos, com temores direcionados ao crescimento das taxas de juro e uma possibilidade cada vez maior de recessão.

O Bitcoin, maior criptomoeda do mundo, teve uma última queda de 7,3%, para US$ 19,085, tendo chegado anteriormente a US$ 18,732 dólares, seu patamar mais baixo desde dezembro de 2020. O valor de mercado do Bitcoin está em US$ 400 bilhões, distante do pico histórico de US$ 1,2 trilhão há um ano.

A cripomoeda caiu 59% este ano, e a sua principal rival, a ether, apoiada pela Ethereum, caiu 73%. Em 2021, o Bitcoin atingiu um pico de US$ 68 mil dólares.

“Baixar de US$ 20 mil dólares mostra que a confiança na indústria cripto entrou em colapso e que você está vendo as tensões mais recentes”, disse Edward Moya, analista de mercado sênior da Oanda, neste sábado. “Há muitas moedas e transações cripto que estão sob tremenda pressão financeira, devido aos custos de empréstimos”.

(com Agência Brasil)