É inquestionável que a economia brasileira irá crescer este ano, formando a  curva em “V”, frente à queda do ano passado, provocada pela pandemia do coronavirus. Mas, para o presidente do banco Santander Brasil, Sérgio Rial, o grande desafio é trazer novamente para o mercado as pequenas empresas que fecharam os seus negócios.

O crescimento do PIB de 6%, é óbvio que é melhor tê-lo, mas traz um nível de desigualdade. Precisamos pensar de como fazer para que o microempreendedor volte a se beneficiar desses 6%”, afirmou Sérgio Rial. 

Na avaliação do executivo, os resultados da economia que estão aparecendo agora se deve, entre outros, à velocidade com que os programas criados para a superação da pandemia foram executados e que contou com a forte participação dos agentes dos sistema financeiro, capazes de fazer com que o crédito chegasse.

Para Rial, outro ponto positivo para o enfrentamento da pandemia foi o desenvolvimento do mercado de capitais, que criou uma poupança interna forçada, que continua a estimular o desenvolvimento de uma indústria de fundos.

Inflação

O CEO do Santander também mostrou-se preocupado com a escalada da inflação brasileira. Em sua avaliação, o país só conseguirá voltar ao centro da meta inflacionária nos próximos dois anos. ” O país voltará ao meio da meta, espero que seja em 22, mas talvez só aconteça em 2023″, alertou. Para ele, nesse período o país deveria abrir o mercado de maneira estruturada e irreversível, para eliminar os gargalos que ainda existem nas cadeias de suprimento.

O executivo participou do Ciab2021, promovido pela Febraban.