Criptos que vão valorizar mais que Bitcoin e Ethereum - Crédito: Freepik

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A decisão da Foxbit de passar a listar a moeda Cardano (ADA), mostra a força que as chamadas altcoins vêm ganhando em termos de potencial de valorização acima das chamadas moedas mainstream – Bitcoin e do Ethereum. Segundo a exchange, a Cardano ganhou impulso nos últimos meses com uma valorização superior a do Bitcoin e hoje é a terceira criptomoeda em capitalização de mercado (market cap), atrás apenas de Bitcoin e Ethereum.

A Foxbit destaca que a Cardano, fundada em 2017, é uma plataforma PoS (Proof-of-Stake) em blockchain, com um mecanismo de consenso, que consome menos energia do que o algoritmo de PoW (Proof of Work), método da pelo Bitcoin.

Com vários usos possíveis da sua tecnologia, a Cardano permite que aplicativos descentralizados e contratos inteligentes sejam desenvolvidos com modularidade. Seu token (ADA) foi projetado para garantir aos detentores participar da operação da rede. Na prática, os que possuem a criptomoeda têm o direito a voto em quaisquer alterações propostas ao software.

Em 2020, a Cardano realizou uma atualização para tornar seu blockchain “50 a 100 vezes mais descentralizado” do que outros blockchains relevantes. Agora a moeda se prepara para começar a permitir a funcionalidade de contratos inteligentes (algo que o Ethereum já faz hoje) e, com isso, deve avançar bastante no seu desenvolvimento e consolidação.

Isso será feito através do hard fork (derivação ou nova versão) “Alonzo”, uma atualização que permitirá que qualquer um seja capaz de criar e implantar seus próprios contratos inteligentes no blockchain Cardano, abrindo caminho para novos aplicativos descentralizados. De acordo com comunicado da Foxbit, com a grande expectativa em torno dessa atualização, os investidores têm dado atenção especial ao token ADA, que já chegou a se valorizar mais de 160% em pouco mais de 1 mês (de 18/julho até hoje).

O desempenho superior ao Bitcoin e Ethereum também é esperado por outras moedas menos badaladas. Atualmente, existem mais de 11 mil criptomoedas circulando no mercado, de acordo com a CoinMarketCap. Com as mais variadas funcionalidades, esses ativos acabam sendo ofuscados pelas criptos mainstream, mais famosas.

Estudo realizado pela Mercurius Crypto, empresa de análise do mercado de criptoativos, destaca quatro moedas, entre as top 30,que têm potencial de valorização a partir da análise das melhorias em seu modelo de negócios. Orlando Telles, diretor de research da Mercurius Crypto, observa que o mercado de cripto é assimétrico em termos de conhecimento da nuances do setor.
“Essas melhorias são percebidas quando são postas a prova e a apreciação do valor se da a médio e longo prazo. As melhorias variam de acordo com o ativo”, diz Teles.

A Uniswap, maior exchange descentralizada (DEX) da atualidade e que já transacionou mais de US$ 300 bilhões em sua plataforma, vem atuando em alto nível e é considerada por especialistas a DEX mais promissora do mercado. Telles explica que o ativo passou recentemente por uma atualização, a V3, o que possibilitou o aumento em sua eficiência de capital. “A versão 3 alterou alguns processos para reduzir os custos para o cliente final e criou umas alterações para estabilizar o preço da exchange, tornando-se mais eficiente. Hoje já está crescendo bastante em porcentagem de mercado, mas as melhoria ainda não se refletiram no preço”, explica Telle,

A Aave, é uma plataforma descentralizado de operações de empréstimos entre criptomoedas, é o principal protocolo de lending no mercado de cripto. A plataforma passou a focar no investidor institucional, por meio do lançamento de um pool de liquidez para esse segmento, ou seja, um conjunto de tokens armazenados em contratos inteligentes. O processo contará, ainda, com o know your customer, processo de verificação da identidade do cliente que visa atender  normas regulatórias. Isso significa que o pool vai precisar verificar a identidade dos usuários e, desta forma, se adequar à boa parte das normas regulatórias do mercado tradicional.

A Polkadot funciona como uma ponte entre vários blokchains, permitindo a criação de diversas versões customizadas, com aplicações de Finanças Descentralizadas (DeFi), games, etc. “Isso deve aumentar a demanda dos tokens, visto que para qualquer projeto possuir uma parachain, é preciso, primeiramente, travar tokens DOT, que é o token da Polkadot. Isso deve gerar um impacto no preço da Polkadot que, juntamente com a boa governança, deve alavancar o ativo”, explica.

Por fim, o LINK é o quarto ativo que, segundo o especialista, pode ter melhor atuação  que o Bitcoin e a Ethereum até o próximo ano. Isso porque o protocolo consegue fornecer soluções de oráculos, que são intermediadores de informações entre o mundo real e o mundo blockchain, possibilitando a aplicação de inúmeras funcionalidades dentro dos contratos inteligentes.

“Entre os 17 maiores protocolos de DeFi, apenas quatro não utilizam soluções da Chainlink. É evidente se tratar de um ativo essencial dentro desse setor e, caso haja um crescimento do mercado DeFi, a tendência é que a Chainlink cresça ainda mais”, conclui Telles.