Bruno Luna, Chefe da Assessoria de Análise Econômica e Gestão de Riscos (ASA) da CVM

No primeiro semestre de 2021 foram emitidos R$ 287.8 bilhões em valores mobiliários, dos quais R$ 176.9 bilhões no segundo trimestre. Quando comparado ao mesmo período de 2020, houve crescimento tanto na quantidade de ofertas (35%) quanto no valor ofertado (62%).

Os dados são do Boletim Econômico da Comissão de Valores Mobiliários (CVM), lançado hoje pela Autarquia. O boletim aborda os principais dados do mercado de valores mobiliários e  será divulgado trimestralmente, substituindo os boletins de risco e de mercado até então produzidos pela CVM e  divulgados mensalmente até março.

“A consolidação dos documentos e as mudanças realizadas visaram atender algumas sugestões apresentadas em pesquisa realizada em 2019 pela CVM sobre a qualidade dos dados quantitativos disponibilizados pela Autarquia”, destacou Bruno Luna, Chefe da Assessoria de Análise Econômica e Gestão de Riscos (ASA) da CVM.

A primeira edição do Boletim Econômico revela que a estimativa do total do mercado regulado pela CVM subiu 15% em relação ao mesmo semestre do ano anterior, chegando a R$ 33,7 trilhões. Dentre os principais direcionadores dessa trajetória, podemos apontar o valor agregado dos FI-555 e o estoque nocional em aberto de derivativos.

Já o conjunto de regulados aumentou em 7.7% desde o início do ano, somando 66.529 participantes, puxado majoritariamente pelo aumento no número de agentes autônomos de investimento (15%) e fundos de investimento (9.9%).

Houve elevação de 250% na quantidade de ofertas de produtos de participação acionária, denotando uma maior gama de empresas captando recursos junto ao público, ainda que a um valor médio inferior – R$ 1.8 bi por emissão em 2021 ante R$ 3.1 bi em 2020. Nota-se ainda uma tendência de maior preferência pelo uso de debêntures em relação às notas promissórias como instrumento de captação no mercado de dívida.

O volume financeiro no mercado secundário para ações (lote padrão), debêntures e FII mantém-se acima da média diária do ano anterior. Já a quantidade de contratos de derivativos negociados acumulada no ano  encontra-se acima para contratos de DI Futuro.  (Com assessoria de imprensa).