Desemprego no país estabiliza em 11,1% no 1º tri - Crédito: Freepik

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O desemprego no país atingiu a taxa de 11,1% nos três meses até março, estável em relação ao trimestre encerrado em dezembro e o melhor resultado para o período desde 2016, informou o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) nesta sexta-feira, 29.

A taxa de desemprego ficou abaixo da expectativa levantada em pesquisa da Reuters com analistas, que apontava para um desemprego de 11,4%.

Os números do IBGE registraram ainda um crescimento de 1,5% no rendimento médio real sobre o trimestre anterior, esse indicador vem permanecendo em queda desde o segundo trimestre do ano passado. O crescimento do trabalho formal, segundo o órgão, impactou o movimento. Porém, se comparado com o mesmo trimestre do ano passado, o rendimento apresentou queda de 8,7%, chegando a R$ 2.548.

De acordo com o instituto, não foi registrado aumento no número de brasileiros buscando oportunidades de trabalho nesse período, ao contrário do que sazonalmente ocorre no primeiro trimestre de todos os anos. Isso veio contribuir para a estabilidade da taxa de desocupação, comparado ao trimestre anterior.

Em relação ao primeiro trimestre de 2021, quando o desemprego estava em 14,9%, houve um recuo de 3,8 pontos percentuais da taxa.

O número de empregados com carteira de trabalho aumentou 1,1% no primeiro trimestre sobre os três meses anteriores, enquanto o grupo sem carteira ficou estável e os trabalhadores por contra própria caíram 2,5%.

Dados trimestre anterior

No trimestre encerrado em fevereiro de 2022, a taxa de desemprego recuou para 11,2%, representando uma  variação de 0,4 ponto percentual na comparação com o trimestre anterior (11,6%). Foi a menor taxa para um trimestre encerrado em fevereiro desde 2016.

Com ela, o país somou 12 milhões de desempregados. Na comparação com o último trimestre, o número de pessoas em busca de trabalho caiu 3,1%, conforme dados divulgados pela Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad Contínua), divulgada em março pelo IBGE.

(Com Reuters e assessoria)