Elias Rogério da Silva, presidente da Diebold Nixdorf Brasil – Crédito divulgação

A Diebold Nixdorf, lançou hoje,16, a DN Series 400 no Brasil, terminal de autoatendimento com fabricação local com o qual a empresa espera revitalizar seu mercado e enfrentar a competição do mundo digital e a desmaterialização do dinheiro em papel. Elias Rogério da Silva, presidente da Diebold Nixdorf Brasil explica que o terminal traz como diferencial uma abordagem modular, aberta e always-on para atender as demandas bancárias no mundo digital.

Além de facilidades como Pix, e futuramente a moeda digital brasileira, os próprios bancos vêm reduzindo o número de agências, o que, em tese, reduz o mercado para fabricantes de equipamentos de autoatendimeto. Mas Elias Silva tem uma visão otimista. Ele diz que ainda vivemos a cauda longa do dinheiro em espécie (long tail cash), por uma questão cultural. Para ele, a despeito da transformação digital, o Brasil ainda tem uma cash Society, em que a sociedade usa bastante o dinheiro para suas transações.

“Com a pandemia, houve aumento no uso de dinheiro no Brasil e nos EUA. Hoje 70% dos brasileiros recebem seu pagamento em dinheiro na maior parte das localidades muito além dos limites dos grandes centros. Em relação aos bancos, houve consolidações, mas, de acordo com a Febraban, nos últimos sete anos, houve um volume de 10 bilhões de transações sendo feitas nos ATMs de forma constante em números absolutos. Na nossa visão, o uso do dinheiro ainda vai se perpetuar por alguns anos e o que temos feito é preparar uma solução que seja mais competitiva e adotando um posicionamento para conectar os mundos físico e digital”, afirmou Elias Silva.

Para endereçar esse desafio, a empresa oferece o novo equipamento que dispõem de recicladoras de notas (os próprios depósitos dos usuários são usados para novos saques). “Isso exige menos visitas do carro forte para abastecer e permite que os bancos coloquem o dinheiro em circulação mais rapidamente aumentando a disponibilidade dos terminais que são 25% mais leves e 50% mais econômicos e sustentáveis”, diz o presidente da empresa.

Entre os recursos disponíveis estão biometria, reciclador de notas, integração nativa baseada em Internet das Coisas (IoT) All Connect Data Engine, segurança aprimorada e mais flexibilidade para melhorar a experiência dos consumidores e reduzir custos dos bancos. O DN Series 400 faz parte de um projeto global que atende 100% das necessidades do mercado local. Ele diz que o novo equipamento também conta com um novo sistema de gerenciamento e ferramenta de gestão preditiva e proativa para manutenções fora dos horários de pico. Além de soluções antifraude contra ameaças físicas e cibernéticas.

A Diebold Nixdorf tem market share de 33% no mercado mundial de automação bancária, percentual que sobe para 50% no Brasil, onde a empresa tem 2,5 mil colaboradores e fabricação em Manaus – no mundo são 23 mil funcionários, sendo 13 mil em home office. A subsidiária brasileira é a terceira maior da empresa no mundo.

“A nossa operação vem funcionando muito bem, crescendo pelo menos no último ano e meio na casa dos dois dígitos de faturamento. Esse crescimento vem acompanhado de ações que fizemos com nosso time e as comunidades em que nossas fábricas estão inseridas. Há cinco anos, por meio de uma aquisição, entramos no mercado de automação comercial. Globalmente 70% das receitas vêm de automação bancária e 30% de automação comercial”, afirmou Elias Silva.