A fintech Divibank, que viabiliza o acesso a capital às PMEs e startups que anunciam online, recebeu aporte de US$ 3,6 milhões, liderado pelo fundo Better Tomorrow Ventures (BTV). Lançada no ano passado, a fintech já recebeu solicitações de empréstimos de mais de R$ 83 milhões e cresceu 221% no volume financiado.

O investimento contou também com a participação do fundo  Village Global, que conta como investidores Bill Gates, Jeff Bezos e Mark Zuckerberg, e teve a participação da MAYA Capital entre outros.

A injeção de recursos será voltada para o desenvolvimento de novos produtos e ampliação da equipe. Além disso, a fintech pretende desenvolver um software que apoiará clientes na gestão de campanhas digitais e otimização do retorno dos investimentos.

“Usaremos os recursos dessa rodada para dimensionar nossa estratégia de go-to-market, continuar aprimorando nosso modelo de crédito e facilitar a vida de nossos clientes com investimentos em tecnologia”, afirma o colombiano Jaime Taboada, cofundador da Divibank, ao lado de Rebecca Fischer.

A empresa também está desenvolvendo produtos financeiros adicionais com foco no e-commerce e mercados de SaaS na América Latina, com ofertas de financiamento de estoque e securitização de receita recorrente.

A fintech começou sua atividade financiando campanhas de Google, Facebook e demais canais de mídia digital e agora está explorando novas alternativas de financiamento. A startup trabalha com o modelo de revenue-share e proposta de smart money, dando insights acionáveis usando software para ajudar a amadurecer as campanhas de marketing digital.

Atualmente, a empresa atende os segmentos de e-commerce, educação, SaaS, além de fintechs, insurtechs e agências. “Tivemos o bom problema de escolher os investidores porque a rodada estava oversubscribed e isso também nos mostra que estamos no caminho certo para não só ajudar as startups que estão crescendo, mas também auxiliar na retomada econômica daquelas PMEs que foram afetadas pela pandemia”, afirma Taboada.

Metade do investimento em mídia online da América Latina se concentrou no Brasil em 2019. Representando mais da metade do faturamento de Google e Facebook no país, as startups e PMEs têm livre acesso a essas plataformas e muitas delas têm forte dependência desse investimento para sobreviver.