Carrinho de compras em frente a um computador - Crédito: Freepik

Crédito: Freepik

A América Latina é um dos mercados de comércio digital que cresce mais rápido do mundo, com uma expansão anual esperada de 31% até 2025. É o que mostra o estudo anual Beyond Borders 2021/2022, divulgado nesta terça-feira, 23, pela fintech brasileira Ebanx.

O Brasil deve manter um ritmo anual de crescimento de dois dígitos até 2025, de 32%, assim como o segundo maior mercado da região, o México, que deve apresentar uma aceleração anual de 27% até 2025, enquanto países como Peru, Guatemala, Paraguai e Bolívia apresentam taxas anuais ainda mais impressionantes, acima de 40% e chegando até a 80%.

Em meio a este cenário de hipercrescimento, a região se tornou um terreno fértil para players globais e locais, aumentando a concorrência tanto no varejo online quanto na oferta de produtos e serviços digitais.

Empresas globais

Conforme aponta o estudo, a América Latina será a chave para o crescimento constante de empresas globais, enquanto mercados mais maduros como Estados Unidos e Europa atingem um ponto de saturação.

O mercado de streaming da LatAm, por exemplo, é o segundo que mais cresce no mundo, atrás apenas da Ásia e Oriente Médio, de acordo com estimativas da empresa global de dados e insights Netscribes, com competição acirrada entre participantes locais e globais. O Brasil tem uma fatia de 50% deste mercado.

Enquanto isso, o forte desempenho do varejo online, que deve crescer 40% em 2021 em toda a região e 52% no Brasil, está trazendo uma nova tendência na América Latina: titãs locais do comércio eletrônico, como Mercado Livre, Americanas e Casas Bahia, estão competindo de igual para igual com players globais como Amazon, AliExpress e Shopee, oferecendo produtos nacionais e internacionais em suas plataformas e atraindo pequenas e médias empresas para o mundo digital.

A Shopee, em especial, é o player que cresce mais rápido no Brasil: as visitas à sua plataforma aumentaram quase 900% em 2021, segundo dados da plataforma Similarweb divulgados pela Beyond Borders, enquanto Mercado Livre, OLX e Americanas lideram em tráfego online no país.

Pix cresce na preferência

Em apenas um ano de operação, o Pix já representa 6% do valor total de pagamentos feitos no comércio digital no Brasil. Esse volume deve dobrar anualmente, chegando a 9% do e-commerce em 2024, segundo o estudo do Ebanx.

De acordo com o novo estudo Beyond Borders, os consumidores online no Brasil que pagam com Pix escolheram esse método de pagamento em cerca de 40% de suas compras online, mostrando a preferência cada vez maior do pagamento instantâneo entre os brasileiros. Os dados do EBANX também mostram que o tíquete médio dos pedidos pagos com Pix é 38% maior do que os pagos com cartões de crédito e boleto.

Metodologia do estudo

Para esta análise, a equipe da Beyond Borders considerou todas as compras online feitas por cerca de 350 mil usuários únicos que pagaram com Pix na plataforma EBANX até setembro de 2021. Essas compras foram feitas em 140 merchants da fintech, de todas as verticais de negócios – principalmente varejo, mas também nos setores de jogos online, viagens & hospitalidade e outros serviços digitais.

Em seu terceiro ano de publicação, esta edição da Beyond Borders foi feita com base em múltiplas fontes, entre elas números e estimativas de mercado da AMI (Americas Market Intelligence), consultoria de pesquisa especializada em América Latina e parceira do estudo há três anos, e dados do EBANX sobre preferências e comportamento do consumidor na América Latina.

(com assessoria)