André Sprone, diretor da Easy Crypto Brasil - Crédito: Divulgação

André Sprone, diretor da Easy Crypto Brasil – Crédito: Divulgação

A Easy Crypto começou as suas atividades no Brasil há um mês e já vê a possibilidade de crescer exponencialmente no país e aumentar a gama de produtos ofertados. Isso porque a exchange neozelandesa acaba de captar R$ 65 milhões e discute a possibilidade de abrir seu capital.

A rodada contou com a Nuance Connected Capital, empresa de Venture Capital sediada em Auckland, a maior cidade da Nova Zelândia, a Pathfinder KiwiSaver e a Ice House Ventures.

A CEO e co-fundadora da Easy Crypto, Janine Grainger, disse que a rodada foi um marco importante para a empresa e para o futuro do setor de criptomoedas. “As criptomoedas ainda são um pouco marginalizadas, um tanto voláteis, e acho que demorou para encontrarmos investidores que tivessem visão estratégica e de futuro para apoiarem o que estamos fazendo”, afirma.

Além da Nova Zelândia, a Easy Crypto opera também na Austrália e África do Sul.  No Brasil, oficialmente, as operações tiveram início no último dia 7 de setembro, mas estiveram em teste desde julho do ano passado, conforme conta André Sprone, diretor da empresa no país.

“Esse aporte de R$ 65 milhões não é exclusivo para o Brasil, mas parte desses recursos será destinada à operação brasileira. A Easy Crypto tem planos de expansão globalmente, oferecer mais serviços, ampliar nosso portfólio e, falando de Brasil, nossa prioridade agora é crescer exponencialmente aqui”, prevê Sprone.

Inicialmente, a Easy Crypto Brasil só trabalha com compra de criptomoedas, bitcoin e outras 70 altcoins, e a empresa quer oferecer vendas também, permitir que o cliente possa comprar e vender, o que deve acontecer o mais rápido possível, segundo o seu diretor.

Volatilidade e regulação

Ao comentar a volatilidade das criptomoedas, André Sprone reconhece que o bitcoin é realmente imprevisível. “Ninguém sabe o que realmente vai acontecer e quem falar que sabe, está mentindo. Em 2017 nós assistimos a uma explosão absurda no preço do bitcoin e isso pode voltar a acontecer”, analisa.

Para ele, como investidor pessoal, o que acontecerá de outubro a dezembro deste ano não é o mais importante, já que a confiança está no futuro das criptomoedas. “Eu acredito nas criptomoedas como uma ferramenta de liberdade da moeda, de privacidade, eu acredito na ideia da criptomoeda”, diz.

Para o diretor da Easy Crypto Brasil, as criptomoedas vieram para ficar e os governos devem promover a sua regulação, como já assistimos discussões neste sentido, assumidas por diretores do Banco Central.

“Eu acho excelente a regulação das criptomoedas. Hoje em dia, é fato que muita gente olha com um certo preconceito para as criptomoedas. A regulação estatal é uma legitimidade. É inegável que isso traz um certo respeito para o mercado de cripto. Eu vejo com ótimos olhos”, afirma.

Na Nova Zelândia, Austrália e África do Sul, onde a empresa tem operações, comprar e transacionar criptomoedas é perfeitamente legal. As exchanges podem negociar e os comércios podem aceitar pagamentos com cripto, mas ainda não há uma regulação específica. Há, no entanto, exigências como no Brasil, para prevenir fraudes e esquemas de lavagem de dinheiro e os ganhos com criptomoedas também são tributados em todos esses países.

Primeiro mês de operações

“Esse primeiro mês de operação no Brasil foi melhor do que a gente esperava, vimos um interessante muito grande do público, provavelmente porque oferecemos a compra de criptomoedas de forma rápida e fácil”, comemora André Sprone.

O investimento mínimo para quem quer investir nesse ativo varia conforme a criptomoeda e também em função das taxas de rede. A Ethereum, por exemplo, que tem uma taxa de rede alta, o mínimo acaba ficando mais elevado, segundo André. Para bitcoin, o mínimo é de R$ 150,00.

“As taxas de rede variam, o valor mínimo tem que ser visto no momento. A Ethereum, hoje, é R$ 338,00 (em 7/10). Quando se tem um tráfego fraco, as taxas caem, hoje só de taxa de rede da Ethereum são R$ 100,00”, explica.