Educação financeira chega aos jovens, diz pesquisa - Crédito: Freepik

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Os jovens brasileiros já demonstram dominar conceitos básicos de educação financeira e de como gastar o dinheiro pensando no futuro, segundo mostra pesquisa C6 Bank/ Datafolha. Cerca de 50% dos adolescentes na faixa etária de 12 a 17 anos usariam o dinheiro de um empréstimo para empreender, enquanto 42% se endividariam para pagar um curso no exterior e menos de 15% aceitariam fazer uma dívida para comprar computadores ou celulares.

Para o levantamento foram entrevistados pelo Datafolha 942 adolescentes, de todas as classes sociais e regiões do país, entre 18 e 25 de outubro. A margem de erro da pesquisa é de dois pontos percentuais.

“Aos serem perguntados sobre o que os levaria a entrar numa dívida hoje para pagar no futuro, a maioria dos jovens demonstrou ter uma consciência maior em relação ao uso do dinheiro e isso é muito positivo”, diz Liao Yu Chieh, head de educação financeira do C6 Bank.

Entre jovens das classes A e B, estudar fora lidera a lista de situações em que se endividar valeria a pena neste momento. Já entre os adolescentes das classes C, D e E, montar ou investir no próprio negócio seria a principal razão para assumirem uma dívida. Os dados vão na mesma direção de outras pesquisas sobre empreendedorismo que apontam um interesse crescente de jovens por ter o seu próprio negócio.

A compra por impulso não aparece como um hábito financeiro comum entre os jovens brasileiros, segundo o levantamento do C6 Bank/Datafolha. Pelo contrário. Entre os entrevistados de todas as classes sociais, 83% afirmam que antes de comprar um item se perguntam se realmente precisam dele – lição importante para quem busca uma vida financeira saudável.

Questionados sobre o que os faria guardar dinheiro, um terço dos jovens respondeu que manteria uma reserva para usar em caso de imprevisto e 24% para investir e ter um rendimento mensal daqui a algum tempo. Outros 20% guardariam recursos para comprar algo que queiram muito daqui a alguns meses e 16% já pensam na aposentadoria. Entre as meninas, 37% guardariam dinheiro para imprevistos e, entre meninos, 26%.  No geral, 69% afirmaram que guardam dinheiro atualmente.

(Com assessoria)