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As empresas de capital aberto acumularam lucro de R$ 33,2 bilhões no primeiro trimestre de 2021 um crescimento de 245,7% se comparado ao mesmo período do ano passado. O levantamento é da consultoria Economática, considerando os demonstrativos financeiros entregues à CVM até o dia 15 de maio.

O levantamento considerou os dados de 268 empresas não financeiras com dados disponíveis no 1º trimestre de 2020 e 2021. A receita líquida das empresas no 1º trimestre de 2021 é de R$ 551,1 bilhões, valor superior ao de 2020 em 22,3%.

O lucro EBIT, que é o obtido antes dos encargos financeiros das empresas (juros e variação cambial) no 1º trimestre de 2021 é de R$ 81,5 bilhões, valor 101,5% superior ao de 2020.

Para não haver distorção dos dados, o levantamento excluiu o lucro recorde da mineradora Vale (VALE3) neste trimestre. A empresa sozinha acumulou lucro líquido de R$ 30,5 bilhões. Foram retiradas também a Petrobras (PETR4) e a Suzano (SUZB3), que tiveram prejuízos consideráveis em 2020, para evitar grandes distorções no comparativo.

O setor de bancos, que não foi considerado na pesquisa, lucrou R$ 24,9 bilhões no período. Numa separação por setores, os dados apontam que as empresas de energia elétrica foram o destaque no quesito lucratividade. Conforme a Economática, 32 companhias do setor acumularam R$ 11,7 bilhões em lucro líquido, cerca de 35% do total.

Dos 24 setores não financeiros, três deles tiveram prejuízo no 1º trimestre de 2021: transportes e serviços, com prejuízo de R$ 4,50 bilhões; telecomunicações, com R$ 2,33 bilhões; e veículos e peças com R$ 138 milhões.

A Oi é a companhia que teve o maior prejuízo no 1T21, com R$ 3,50 bilhões, valor inferior ao do ano de 2020 quando o prejuízo foi de R$ 6,28 bilhões. A Azul registra o segundo maior prejuízo, de R$ 2,78 bilhões.