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Em agosto, o crédito ampliado ao setor não financeiro alcançou R$12,9 trilhões (155,8% do PIB), aumentando 1,3% no mês, informou o Banco Central, nesta segunda-feira, 27. O resultado ficou abaixo das estimativas da Pesquisa Especial de Crédito da Febraban, de 1,6%, divulgada na semana passada.A variação mensal refletiu crescimentos de 1,5% nos empréstimos e financiamentos e de 1,6% nos títulos de dívida. Já a dívida externa elevou-se 0,7%, impactada pela depreciação cambial de 0,42% no mês.

Na comparação interanual, o crédito ampliado cresceu 15,7%, resultado principalmente da elevação da carteira de empréstimos do SFN e dos títulos públicos.

O crédito ampliado a empresas situou-se em R$4,4 trilhões (52,8% do PIB), com alta de 0,9% no mês, influenciado pelo crescimento de 1,9% do estoque de títulos. A dívida externa elevou-se 0,4%, parcialmente em função da depreciação cambial. Em 12 meses, a variação de 6,9% refletiu principalmente o aumento de 13,1% na carteira de empréstimos e financiamentos e de 23,1% na de títulos no período.

O crédito ampliado às famílias situou-se em R$2,7 trilhões (32,7% do PIB), com crescimentos de 1,8% no mês e 18,2% em doze meses, em função do desempenho dos empréstimos e financiamentos.

O volume de crédito do SFN totalizou R$4,3 trilhões em agosto, alta de 1,5% no mês, com incrementos de 1,0% nas operações com pessoas jurídicas (saldo de R$1,9 trilhão) e de 1,9% nas operações com pessoas físicas (R$2,5 trilhões). Na comparação com o mesmo período do ano anterior, o desempenho da carteira total de crédito desacelerou de 16,3% em julho para 15,9% em agosto.

Nesta mesma base de comparação, o estoque de crédito destinado às empresas passou de 13,8% para 12,2%, enquanto o volume de crédito destinado às famílias manteve-se em aceleração, com elevação de 18,4% para 18,8%.

As concessões totais de crédito somaram R$431,8 bilhões em agosto. Na série com ajuste sazonal, houve retração de 2,1% no mês, com diminuição de 3,5% nas contratações com pessoas jurídicas, após elevado volume de contratações nas operações do Pronampe no mês anterior que não se repetiu em agosto, e alta de 0,5% nas contratações de pessoas físicas.

O Indicador de Custo do Crédito (ICC), que mede o custo médio de todo o crédito do SFN, atingiu 17,5% a.a., elevando-se no mês (+0,2 p.p.) e diminuindo na comparação com igual mês do ano anterior (-0,3 p.p.). No crédito livre não rotativo, o ICC situou-se em 23,1% a.a., variações de 0,2 p.p. no mês e de -0,3 p.p. na comparação interanual. O spread geral do ICC situou-se em 12,1 p.p., com estabilidade no mês e redução de 0,5 p.p. na comparação interanual.

A taxa média de juros das novas contratações de crédito do SFN registrou aumento de 0,7 p.p. no mês e de 2,5 p.p. em doze meses, alcançando 21,1% a.a. Em sentido contrário, o spread bancário das concessões situou-se em 14,5 p.p., com reduções de 0,1 p.p. e de 0,4 p.p., nas mesmas bases de comparação.

No crédito com recursos livres, a taxa média de juros atingiu 29,9% a.a. em agosto, com altas de 1,0 p.p. no mês e de 3,3 p.p. na comparação com agosto de 2020. No crédito livre às empresas, a taxa média de juros aumentou 0,7 p.p. no mês e 3,9% em doze meses, alcançando 16,2% a.a., com incrementos na maioria das modalidades, especialmente em capital de giro, financiamento a exportações e modalidades de crédito rotativo. Para pessoas físicas, a taxa de juros situou-se em 40,9%, com elevação de 1,1 p.p. no mês e 1,8 p.p. em 12 meses, com destaque para o cartão de crédito rotativo, financiamento para aquisição de veículos e crédito pessoal não consignado.

A inadimplência manteve-se estável pelo quarto mês consecutivo, em 2,3%. Essa estabilidade foi observada tanto nas operações de crédito com recursos livres (3,0%), como no crédito com recursos direcionados (1,4%).

(Com assessoria de imprensa)