Enjoei lidera ranking de representatividade feminina na B3 credito-freepick-digital-money-inform

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A Enjoei, o Banco BMG e a Lojas Marisa são as empresas listadas na B3 que contam com maior presença de mulheres em seus conselhos de administração, segundo levantamento desenvolvido pelo Nu Invest e Teva Indices, especializada em índices para ETFs brasileiros.

De acordo com o ranking a Enjoei, especializada em e-commerce, lidera com 60% do seu conselho formado por mulheres, seguida pelo Banco BMG e Lojas Marisa, cada uma com 50%. As três primeiras são acompanhadas por Sequoia e TIM, com 43% e 40%, respectivamente.

Para Ângela Tosatto, analista de investimentos do Nu invest, a presença feminina nos conselhos de administração traz benefícios às organizações e auxilia na obtenção de uma melhor avaliação no mercado.

“A presença das mulheres em conselho vem crescendo e mostra que essas companhias listadas na B3 dão valor à diversidade no quadro de gestão. Além de um quadro mais diverso e todo o benefício que tal estratégia traz para a gestão do negócio em si, essa presença feminina também auxilia as empresas a buscarem uma avaliação mais justa dentro dos critérios ESG, que já começam a balizar o valor das companhias de capital aberto no mercado”, disse.

De acordo com estudo da Teva Indices de agosto, as mulheres ocupavam apenas 14,4% dos assentos nos conselhos de administração, ou 329 assentos contra 1.952 ocupados por homens. Além disso, em 38,14% das empresas, ainda não há nenhuma mulher nesse órgão de governança.

Completam o ranking das dez primeiras colocadas Vivara (40%), Guararapes (40%), Aeris (40%), Magazine Luiza (38%) e Banco do Brasil (38%). O critério de desempate no estudo é o de maior capitalização de mercado.

Entre os critérios para a seleção das empresas para o ranking estão o limite mínimo de 1% de ações em circulação (ou free float), capitalização de mercado mínima de R$ 300 milhões e volume de negociação no mês de referência superior a R$ 20 milhões. O ranking também considera apenas cargos efetivos, exclui empresas em recuperação judicial ou extrajudicial e aquelas que não estejam em dia com informes regulatórios.

(Com assessoria)