Lauri Haav, Diretor Executivo da e-Residency – Crédito: DivulgaçãoO governo da Estônia, em parceria com a indiana BLS Internacional, lançou nesta quarta-feira, 5, a ampliação do seu programa de cidadania digital – e-Residency –  com pontos de atendimento em São Paulo, Bangkok, Cingapura e Joanesburgo, somando 50 localizações no mundo.

O programa e-Residency é a primeira startup do governo da Estônia e, lançada em 2014, atingiu mais de 80.000 empreendedores digitais, ganhando força na pandemia, uma vez que permite que estrangeiros trabalhem remotamente para empresas estonianas, gerenciem companhias e contas bancárias e paguem impostos de maneira digital.

Os residentes eletrônicos podem abrir uma empresa e administrar empresas remotamente, solicitar uma conta bancária comercial e cartão de crédito, conduzir um banco eletrônico, usar provedores de serviços de pagamento internacionais, declarar impostos e assinar documentos digitalmente. O e-Residency não fornece cidadania, residência fiscal, residência física ou o direito de viajar à Estônia ou União Europeia.

Dos cerca de 80 mil cidadãos inscritos no e-Residency foram criadas 17 mil empresas, que vendem para 170 países e têm receita de 3,68 bilhões de euros.

A abertura de um posto de atendimento em São Paulo se justifica, na opinião de Lauri Haav, Diretor Executivo da e-Residency, uma vez que o Brasil está entre os 50 países que mais pedem o e-Residency, ao lado da África do Sul e Cingapura. “Com a crise atual, vimos um aumento nos nômades digitais e agora procuramos atender às demandas de empresários locais, que buscam expandir seus negócios e entrar no mercado europeu”, assinalou.

A Estônia não tem representação diplomática no País desde 2017, quando fechou sua embaixada por corte de custos, então brasileiros que se registravam no e-Residency tinham que emitir seus cartões de identidade  em Portugal.