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O estoque total de crédito do Sistema Financeiro Nacional (SFN) teve alta de 0,9% em junho na comparação com o mês anterior, para R$ 4,214 trilhões, o equivalente a 52,6% do Produto Interno Bruto (PB), informou o Banco Central, nesta quarta-feira, 28. Se comparado a junho de 2020, o crescimento foi de 16,3%

O saldo das operações de crédito para pessoas físicas foi de R$ 2,398 trilhões em junho, alta de 1,5% na comparação com maio e crescimento de 17,5% ante junho do ano anterior, enquanto o saldo das operações para pessoas jurídicas foi de R$ 1,816 trilhão em junho, subindo 0,1% na comparação mensal e crescendo 14,8% em termos anuais.

As concessões totais de crédito registraram crescimento de 1,6% em junho, somando R$ 425,4 bilhões, com variações de 0,8% para pessoas jurídicas e de 2,7% para pessoas físicas. No acumulado do primeiro semestre, comparado ao mesmo período do ano anterior, as concessões dessazonalizadas cresceram 14,5%, refletindo a elevação em pessoas jurídicas, 7,2%, e em pessoas físicas, 22,4%.

A taxa de inadimplência média atingiu 2,3% do saldo total das operações de crédito, ficando inalterada na comparação com maio e caindo 0,6 ponto percentual comparado a junho do ano anterior. Entre as pessoas físicas, a taxa atingiu 2,9%, leve queda em relação aos 3% registrados em maio. Nas empresas a taxa atingiu 1,5%, com estabilidade em relação a maio.

Segundo o Banco Central, a taxa de juros média anual, cobrada pelo SFN nas operações de crédito, permaneceu estável em 19,9% entre maio e junho, com alta de 0,4 ponto percentual nos últimos doze meses.

O spread, que mede a diferença entre as taxas cobradas pelos bancos e o custo de captação dos recursos, teve leve queda em junho, saindo de 14,5 pontos percentuais em maio para 14,3 p.p. em junho.