Logomarca da Caixa em fachada de prédio - Crédito: Divulgação

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A Federação Brasileira de Bancos (Febraban) confirmou que o presidente da Caixa Econômica Federal, Pedro Guimarães, atuou para evitar a adesão da entidade a um manifesto da Federação das Indústrias de São Paulo (Fiesp), pedindo harmonia entre os Poderes da República, noticiou o jornal O Globo, nesta sexta-feira, 1º.

As informações foram prestadas em investigação aberta pela Procuradoria da República no Distrito Federal, em setembro, para apurar se Guimarães usou sua posição no banco público para exercer pressão indevida em empresários e lideranças da Fiesp e da Febraban contra o manifesto, que ele julgava ser crítico ao presidente Jair Bolsonaro.

A Febraban informou que Guimarães, “em contatos informais”, antecipou sua posição contrária à adesão ao manifesto. De acordo com a resposta da instituição ao Ministério Público Federal (MPF), Guimarães informou que, “caso ocorresse (a adesão ao manifesto), haveria a desfiliação da Caixa Econômica Federal do quadro associativo da Febraban, o que, no entanto, não restou formalizado junto a esta Federação”, segundo trecho da documentação enviada pela Febraban ao MPF.

Em nota, a Febraban informou que “se limitou a responder a questionamentos do MPF, relatando o ocorrido”. Segundo a Febraban, não foi utilizada na sua resposta o termo “ameaça” para se referir a conduta de Guimarães.