Foto de Bernardo Pascowitch sorrindo

Bernardo Pascowitch – CEO da Yubb Crédito: Divulgação

Depois de se consolidar como o principal buscador de investimentos no Brasil, a Yubb virou referência de mercado sobre tendências de investimentos e para onde caminham as aplicações financeiras. Um levantamento da fintech mostra a mudança de hábitos do investidor em decorrência da pandemia em termos de ativo preferencial. A empresa analisou mais de 187 milhões de buscas feitas no site entre 1º de março de 2019 e 1º de março de 2021, em valores até R$ 50 mil e sem limite de prazo de vencimento.

As procuras por ações de empresas passaram a ser as mais frequentes no site, deixando para trás as buscas por CDB, títulos públicos e fundos multimercado, antes preferidos. A grande novidade, porém, é o crescente interesse por ativos de maior risco e retorno, especialmente os cripto ativos. Bernardo Pascowitch, fundador da Yubb, observa que, neste momento, a Selic continua baixa. Apesar da tendência de alta, ainda está abaixo da inflação, que tem subido bastante.

“Por outro lado, há uma queda grande de interesse por parte das pessoas por ativos tradicionais e uma busca por investimento mais rentáveis e mais potencialmente transformadores de vida. Isso não é necessariamente correto, porque as pessoas querem um investimento para ficarem milionárias da noite para o dia. De qualquer forma, percebemos as pessoas buscando diversificar seus investimentos para além das bolsas de valores e de renda fixa. Estão muito interessadas em criptomoedas e em outros investimentos como crowdfunding e até precatórios”, analisa Pascowtich.

Ele diz que a empresa passou a oferecer novas ferramentas para acompanhar esses mercados, sem deixar de mostrar renda fixa, renda variável e fundos de investimento e tudo de que o mercado gosta. “Temos colocado outros investimentos na plataforma, para ajudar a análise de investimentos alternativos. Nossa proposta é que as pessoas encontrem os melhores investimentos e oportunidades”, diz Pascowitch.

Sobre a volatilidade das criptomoedas, ele tem duas regras de ouro: que a pessoa só invista o que pode perder 100%; e o que não precise retirar em três a quatro anos.

“Assim a pessoa prepara sua psicologia de investidor, se perder 50% não vai ficar abalado. Historicamente, se a pessoa tiver investido nas maiores altas históricas dos ciclos do bitcoin, em três anos o lucro obtido já teria recuperado as quedas. Se a pessoa adotar essas duas regras de outro, nenhuma volatilidade ou queda grande será problema. As liquidações da última queda ocorreram entre aqueles que estavam alavancadas, investindo mais do que tinham”, aconselha o CEO da Yubb.

A Yubb foi criada em 2016 e hoje é o maior buscador de investimento do país semelhante a um Buscapé ou Trivago para o mercado financeiro. A empresa monitora mais de 10 mil investimentos em tempo real. A plataforma tem acesso de 300 mil pessoas únicas por mês, que fazem 8 milhões de buscas e investem em média R$ 80 milhões por mês. A pessoa informa quanto quer investir e por quanto tempo, e a plataforma mostra os investimentos disponíveis no momento.

“Com dois cliques a pessoa já consegue fazer uma busca inicial de investimentos e, a partir daí, explora muitas opções diferentes existentes no mercado. A ideia da plataforma é ser o mais simples possível, como uma busca no Google, Buscapé ou Trivago. Nós somos remunerados pelos leads gerados para as empresas de investimento que podem ser banco, corretora, fintech, gestora, robô de investimento. Não fomos exatamente inspirados, mas gostamos muito do modelo da Money Supermarket, o maior comparador de produtos e serviços financeiros  da Europa, listado na Bolsa de Londres”, explica Pascowitch.

No Brasil, não há modelo semelhante e sim marketplaces de crédito e robôs advisors como Magnetis, Warren e Vérios, esta comprada pela EasyInvest, que por sua vez foi adquirida pelo Nubank. Pascovwitch prefere vê-los como parceiros, e menos como concorrentes. A empresa recebeu um aporte de R$ 1 milhão de um grupo de investidores anjo em 2017, mas, como já atingiu o break even, uma captação de investimentos não é tão urgente. Para a pergunta de qual seria o melhor investimento, ele dá a resposta clichê de que depende do perfil do investidor.

“Mas o mercado que, definitivamente, está atraindo mais interesse neste momento é o de criptomoedas. É um mercado que voltou para as máximas históricas desde 2017 e novas tecnologias estão sendo criadas como fundos de índice em criptos. O mundo está passando por grandes transformações na área de criptomoedas, que são o grande investimento da vez em termos de interesse. Não necessariamente é o investimento matador em termos de rentabilidade, que para mim continua sendo uma carteira diversificada, ponderada pelo seu risco e com ativos de renda fixa, variável no Brasil e fora do pais, pois é importante dolarizar a carteira”, recomenda Pascowitch.