FED se compromete controlar inflação credito-freepik

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O comprometimento do Federal Reserve com o controle da inflação mais alta em 40 anos é “incondicional”, mas também vem com o risco de desemprego mais elevado, afirmou Jerome Powell, chefe do banco central norte-americano, nesta quinta-feira, 23.

“É incondicional”, disse Powell ao Comitê de Serviços Financeiros da Câmara dos Deputados dos Estados Unidos quando questionado sobre o compromisso do Fed com o combate à inflação, que, pela medida preferida do banco central, está em mais de três vezes a meta de 2%.

“Nós realmente precisamos restaurar a estabilidade de preços… porque sem isso não seremos capazes de ter um período sustentado de pleno emprego em que os benefícios sejam amplamente disseminados”, disse ele.

O depoimento de Powell marcou o segundo dia consecutivo em que parlamentares o interrogaram no Congresso dos EUA sobre o esforço do Fed para controlar a inflação, que alimenta temores de uma desaceleração econômica ou forte recessão e um aumento acentuado do desemprego.

Na quarta-feira, Powell disse ao Comitê Bancário do Senado que o banco central não estava tentando provocar uma recessão, mas que ela é “certamente uma possibilidade” com a ocorrência de eventos globais fora do controle do Fed, especificamente o impacto da guerra na Ucrânia e a pandemia de Covid-19, o que torna mais difícil controlar pressões de preços sem induzir uma desaceleração.

As pressões sobre os preços aumentaram por meses e forçam o Fed a intensificar o aperto das condições financeiras na tentativa de reduzir a demanda ao mesmo tempo em que espera que alguns problemas da cadeia de suprimentos comecem a se resolver este ano.

Na semana passada, o Fed elevou a taxa de juros em 0,75 ponto percentual, maior alta desde 1994, para uma faixa de 1,50% a 1,75%, e sinalizou que os juros básicos podem subir a 3,4% até o fim deste ano.

Em uma coletiva de imprensa em 15 de junho, Powell afirmou que o banco central provavelmente precisaria subir os juros em 0,50 ou 0,75 ponto percentual em sua próxima reunião, em julho.

Desde então, outras autoridades do Fed ecoaram essa postura sobre colocar os custos de empréstimo em território ligeiramente restritivo rapidamente.

(Com Reuters)