Felipe Avelar, CEO Finplace - Foto: Divulgação

Felipe Avelar, CEO Finplace – Foto: Divulgação

O Finplace, marketplace de crédito para pequenas e médias empresas fundada pelo grupo CB Brasil, deu início às conversações com a consultoria KPMG sobre o planejamento de futuras rodadas para captação de mais de R$ 20 milhões, no início do próximo ano.

O investimento será voltado para a ampliação das linhas de crédito e a inclusão dos setores de seguro, agronegócio e energia em seu ecossistema, atualmente com 350 financiadores entre FIDCs, factorings e bancos conectados e mais de R$ 900 milhões transacionados.

“A Finplace foi desenvolvida para facilitar a vida das empresas que precisam de capital de giro de forma rápida e transparente. Basta uma nota fiscal para transformar um recebimento futuro em capital de giro em minutos, sem a burocracia dos sistemas tradicionais”, afirma Felipe Avelar, CEO da startup. Segundo ele, o dinheiro é depositado na conta da empresa no prazo de 15 a 18 minutos.

Dar o devido valor ao empresário brasileiro é a tônica do negócio da Finplace. Tanto que sua plataforma inverte a lógica padrão do mercado: quem determina a demanda por crédito é o tomador do empréstimo e não o financiador. “É o empresário que entra na plataforma e diz: “eu preciso de tanto, quem vai me ajudar”, observa Avelar.

Na pandemia a startup cresceu 1.319% e acelerou em dois anos seu processo de engajamento em sua plataforma. Empresas do setor de comércio e confecção de materiais são as que mais buscam empréstimos. O ticket médio das operações é de R$ 134.142,37 e os prazos para pagamento são em média de 40 dias. Com abrangência nacional, 79% das operações foram realizadas na região Sudeste, 14% no Sul e 4% no Nordeste, no ano passado.

Plataforma

Hospedada em nuvem da Microsoft Azure, a plataforma independe de APIs para se conectar às instituições financeiras. Funciona a partir de um padrão de leitura por meio da tecnologia React, o mesmo conceito utilizado pela plataforma iFood. “Somos considerados o iFood do crédito”, diz Avelar.

A plataforma está toda formatada para encaixar qualquer instituição financeira, pois opera com Código Nacional de Atividade Bancária (CNAB), determinado pelo Banco Central.

Baseada no modelo B2C (direto ao consumidor), a empresa conecta a instituição financeira diretamente com o empresário que demanda o crédito, eliminando todos os intermediários da cadeia. “Nosso papel é transformar o custo fixo do financiador, ou seja, toda sua área comercial de aquisição de cliente e de operação, em custo variável”, afirma.

As PMEs se conectam à plataforma gratuitamente. Quem paga a conta é o financiador da operação. O custo varia entre R$ 20 a R$ 354.  A taxa R$ 20 corresponde a um empréstimo de R$ 20 mil, e vai escalonando o valor. Quem chegar a uma operação de R$ 354 mil em adiante, paga R$ 354. Se perder paga apenas pela taxa de participação,  R$ 9,90. Porém se o financiador ganhar, os R$ 9,90 são devolvidos como cash back.

Antecipação de recebíveis com cartão ou duplicata é o produto mais demandado na plataforma, representando 65%, empréstimo 10%, consignado 10%, cartão e cheque e outros consomem os demais 15%. Para quem pensa que o cheque já está em desuso, se engana: “Responde atualmente por 2% dos R$ 900 milhões transacionados na plataforma”, segundo o CEO da Finplace.

Novos planos

A startup planeja agora democratizar o acesso ao crédito para os funcionários de seus clientes, no caso as PMEs, por meio do serviço Finconta, um consignado privado. Esse tipo de crédito é pouco utilizado no país e desconta diretamente da folha de pagamento do funcionário tomador de crédito, podendo ser parcelado em até 24 vezes.

CB Box é outra alternativa de serviço oferecida que o financiador pode escolher ou não. “Transformamos os 25 anos de história do banco Credit Brasil em algoritmo de crédito que funciona dentro do ecossistema da Finplace, que não compete com o Serasa e demais players do mercado”, observa Avelar.

A ferramenta funciona como um tomador de decisão de crédito, oferecendo o rate e as sugestões de operações. “Esse serviço tem menos demanda porque promovemos menos, pois no momento nossa prioridade é aumentar o engajamento da plataforma”, conclui.