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A Caju, startup de benefícios flexíveis, mostra que melhorar a experiência do usuário faz a diferença no resultado do negócio. Ao concentrar em um só cartão todos os vales corporativos recebidos mensalmente pelos colaboradores, a solução permite que cada um consuma conforme suas necessidades. Isso significa que o beneficiário pode trocar vale-refeição, por vale-alimentação ou assinatura de Netflix, sem complicações, por meio do cartão Caju.

Para o desenvolvimento do negócio, a Caju captou R$ 13 milhões investidos pela Canary, Valor Capital Group e de investidores anjos.

Lançada logo no início da pandemia, a startup cresceu 200% no mês de maio de 2020 e tem conseguido ampliar  cerca de 60% ao mês seu negócio. Por meio do aplicativo Caju, os usuários podem transferir o saldo entre diferentes categorias de seis benefícios: alimentação, cultura, educação, refeição, mobilidade e saúde.

A receita da Caju vem a partir de uma taxa repassada pela bandeira Visa a cada compra, permitindo que a startup ofereça seu serviço gratuitamente para colaboradores e empregadores.

“Antes de lançar o produto, procuramos entender as necessidades modernas do mercado de benefícios, já estagnado há muito tempo. Mapeamos desde como o colaborador enxerga os benefícios que recebe, até a burocracia imposta pelo RH na contratação desses serviços”, afirma Eduardo Del Giglio, CEO da Caju, durante evento virtual.

Compliance com as leis trabalhistas

A startup fez um levantamento de todas as leis sobre benefícios e decidiu implementar uma tecnologia dinâmica e fácil para os usuários. Criou uma plataforma com as regras de negócios e carteiras digitais, em parceria com a DOC, fintech especializada em encapsular serviços bancários.

“O autorizador é o nosso cérebro. Todas as autorizações de compra passam por ele”, diz Giglio. Hoje são mais de 2 mil empresas usando a plataforma Caju para distribuir benefícios de seus mais de 110 mil colaboradores. Entre os clientes constam Votorantim Cimentos, Diageo, Loft, Rappi, Smiles, Dafit, Sumup entre outros.

As empresas se cadastram na plataforma desenvolvida pela startup e listam seus benefícios e orçamento para cada categoria de vale: refeição, alimentação, cultura e transporte. Elas definem um valor mínimo em cada benefício, que não pode ser sacado como dinheiro, para manter o acordo com os sindicatos. Enquanto os colaboradores recebem um cartão Caju da bandeira Visa.

Gasto personalizado

O colaborador pode gastar onde quiser, desde que seja dentro das categorias de benefício trabalhistas permitida em lei. O valor recebido como alimentação, por exemplo, deverá ser consumido apenas em estabelecimentos que possuem esta classificação como supermercados, açougues e sacolões. Já o valor de mobilidade em aplicativos de mobilidade, postos de gasolina e transporte público.

No caso da Caju, é possível criar regras para parte ou todo o benefício. O usuário pode depositar, por exemplo, R$ 600 para o colaborador em alimentação. Apenas uma fração, referente ao acordo sindical, não é flexível e o restante pode ser reorganizado para outras categorias.