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O Fundo Monetário Internacional (FMI) fez uma ligeira revisão para baixo de sua projeção de crescimento econômico global no relatório “World Economic Outlook”. A expectativa é de um avanço de 5,9% no PIB global, ante 6% esperados no último mês de julho. Para 2022 não houve alteração e o fundo continua esperando uma alta de 4,9% no ano.

O Brasil também sofreu reduções. Para 2021, o FMI prevê um crescimento de 5,2% no PIB brasileiro. Em 2022, a alta projetada é de 1,5%. O país e o México, as duas maiores economias da América Latina, foram os únicos com piora nos prognósticos.

O PIB da América Latina e Caribe crescerá, em média, 6,3% neste ano (0,5 ponto percentual a mais do prognosticava o organismo em julho), ao passo que para 2022 a previsão é 0,2 ponto percentual menor, devido às dificuldades observadas nas campanhas de vacinação contra a Covid-19. O México aumentará seu PIB em 6,2% em 2021, segundo o FMI, e 4% em 2022.

Monitor Fiscal

O FMI também reduziu as projeções para a dívida pública bruta brasileira como proporção do PIB. No Monitor Fiscal, divulgado nesta quarta-feira, 13, a estimativa do endividamento bruto em 2021 baixou para 90,6% do PIB, ante 98,4% do PIB, previsto no documento de abril.

A estimativa para o resultado primário, que mostra a diferença entre receitas e despesas, também apresentou melhora. Em abril, esperava-se um déficit de 3,7% do PIB, agora a previsão é de 1,6% do PIB.

A inflação mais alta, porém, é que teve o maior impacto sobre as projeções do endividamento bruto do país. O endividamento bruto brasileiro é superior ao da média dos emergentes, que deve ficar em 64,3% do PIB neste ano, de acordo com a estimativa da instituição.

(com agências)