Fundos de investimento têm resgates de R$ 18,1 bi - Crédito: Freepik

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Os fundos de investimento apresentaram resgates líquidos de R$ 18,1 bilhões entre os dias 2 e 5 de maio, segundo relatório semanal da Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais (Anbima). O número é referente a diferença entre os R$ 169,7 bilhões de aportes e R$ 187,8 bilhões de resgates durante o período.

Os fundos de renda fixa tiveram resgates de R$ 23,2 bilhões influenciados pelas retiradas de três fundos, que somaram R$ 17,6 bilhões de saques. Os fundos de ações também tiveram saídas líquidas de R$ 1,1 bilhão, assim como os ETFs (Exchange Traded Funds) com R$ 670,4 milhões e os cambiais com R$ 67,5 milhões.

Enquanto isso, os FIDCs (Fundos de Investimento em Direitos Creditórios) fecharam a primeira semana do mês com saldo positivo de R$ 5,1 bilhões. Esse resultado foi influenciado pelo movimento concentrado de um único fundo, responsável pelo aporte de R$ 4 bilhões.

Os multimercados também tiveram a captação líquida positiva, impactada pelo aporte de único fundo de R$ 1,1 bilhão, resultando no saldo líquido de R$ 1,2 bilhão.

Já os de previdência e FIPs (Fundos de Investimento em Participações) registraram saldo líquido positivo de R$ 268,8 milhões e R$ 252,2 milhões, respectivamente.

Ao longo do ano de 2022, a indústria acumula captação líquida positiva de R$ 66,2 bilhões.

A indústria de fundos de investimento registrou captação líquida acumulada de R$ 46,1 bilhões no primeiro trimestre deste ano, uma queda de 56,9% em comparação com o mesmo período de 2021. Dos últimos cinco anos, o início de 2022 só não foi pior do que os três primeiros meses de 2020.

Dentre as classes, os de renda fixa foram responsáveis, de longe, pelo resultado positivo, com R$ 109 bilhões de captação. Os multimercados e de ações tiveram pior desempenho, com resgates líquidos de R$ 41 bilhões e R$ 31,9 bilhões, respectivamente. Os multimercados tiveram captação líquida negativa pela primeira vez nos últimos cinco anos. Já os fundos de ações tiveram saída em 2021, que se repetiu neste início de ano.

(Com assessoria)