O serão pagos títulos comprados pelos fundos na década de 80. Crédito: freepick

O presidente da Abrapp,  Luis Ricardo Martins, anunciou hoje, 20, o fechamento do acordo com o governo que vai injetar mais R$ 8,8 bilhões para os caixas dos fundos de pensão a partir do próximo ano. “É um acordo histórico”, comemorou o executivo, em coletiva à imprensa.

Esse dinheiro refere-se à restituição dos créditos das Obrigações do Fundo Nacional de Desenvolvimento (OFND), adquiridas pelos fundos estatais de forma compulsória em meados dos anos 80. Pelo acordo, os 88 fundos fechados de previdência que moveram a ação coletiva vão receber R$ 8,8 bilhões por meio de precatórios, a partir de 2023.  “Essa conquista é muito importante para o nosso sistema, pois trabalhamos intensamente nos últimos dois anos por esse acordo. A vitória reconhece um direito das entidades de receber os valores investidos compulsoriamente em 1986, corrigidos pelo Índice de Preços ao Consumidor (IPC)”, afirmou.

Resultados

O presidente da Associação Brasileira das Entidades Fechadas de Previdência Complementar (Abrapp) avalia que o mercado brasileiro está muito volátil, com o fim da pandemia, a elevação da taxa de inflação e aumento dos juros. Por isso, explicou, a associação pretende encaminhar pleito ao regulador dos fundos privados – a Previc e o CNPC – para que haja um “congelamento” do equacionamento do déficit financeiro registrado pelos fundos de pensão no ano passado, pois ele entende que esse déficit é apenas conjuntural.

Conforme os resultados divulgados, os fundos de pensão fecharam 21 com déficit líquido acumulado de R$ 36,4 bilhões, mas somente nos dois primeiros meses de 22, disse Luis Ricardo Martins, já tinham sido recuperados pelo menos R$ 5 bilhões. “Não há porque equacionar este déficit, já que a rentabilidade está sendo recuperada”, afirmou o executivo.

Fecharam com  ativos no valor total de R$ 1,11 trilhão, o que atualmente equivale a 12,8% do PIB. Com isso, o sistema registrou um crescimento de R$ 63 bilhões (+ 6%) com relação ao ano anterior (R$ 1,049 tri) e uma rentabilidade acumulada de 5,88% no ano.

A carteira consolidada das Entidades Fechadas de Previdência Complementar – EFPCs mostra que em 2021 a alocação em renda fixa representou 75,7% dos ativos (R$ 783 bi) e a renda variável representou 15,8% dos ativos (R$ 163 bi).

” O sistema paga 80 bilhões para um milhão de pessoas. Entrega o que prometeu”, afirmou.

(com assessoria).