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Nos primeiros sete meses de 2021, as startups brasileiras já levantaram US$ 5,6 bilhões em investimentos em 412 rodadas. Só no mês de julho, foram US$ 484,4 milhões, conforme dados do Distrito Dataminer. Buscando auxiliar as corporações nessa jornada, a gestora carioca Fuse Capital concebeu um programa de venture capital as a service (VCaaS) ou capital de risco como serviço, em português.

Trata-se de uma iniciativa que entende a inovação aberta como principal norte e que tem como objetivo conectar e direcionar investimentos das grandes empresas a startups que elas entendam como estratégicas, seja por trazerem tecnologia de ponta em um escopo existente, por eventualmente ampliarem as frentes de atuação da companhia ou até mesmo por integrar a sua estrutura a uma mão de obra especializada.

“Acreditamos que as empresas devem tentar abordagens diferentes para inovar, mas acreditamos que o ponto ideal para uma inovação disruptiva e não incremental vem do investimento em startups em estágio inicial”, pontua Dan Yamamura, sócio-fundador da Fuse Capital.

Fundada em 2019, a Fuse possui em seu portfólio a gestora de criptomoedas Hashdex, a healthtech W.Dental, a plataforma de comunicação para pequenas e médias empresas, PinkApp, e as startups de inteligência artificial AIO e Fligoo. A gestora também é investidora da fintech Vexi, sediada na Cidade do México, que atua no segmento de crédito. Seus sócios acumulam ainda investimentos em empresas diversas como Loggi, Zee.Dog, Nibo e Devassa.

No programa idealizado pela Fuse, uma nova tese é construída junto à corporação, de acordo com seus objetivos. Caberá, então, à gestora o mapeamento de startups que atendam aos requisitos pré-definidos e apresentem grande potencial de crescimento. Em um prazo de 30 dias, uma lista com duas, três startups que melhor se encaixam à tese é apresentada ao cliente. Uma vez validada, é iniciado um processo de análise profundo e minucioso.

O projeto, no entanto, atende a um modelo reconhecido pelo mercado como pledge fund, na qual o investidor possui o poder de veto, podendo optar pelo investimento ou não indicado pelos gestores. “A empresa terá a palavra final, mas entregamos a ela toda a nossa expertise enquanto uma gestora focada em venture capital. Nós fazemos esse mapeamento e, uma vez feito o investimento nas startups, as acompanhamos ativamente, tal como fazemos com as empresas do nosso portfólio”, afirma Dan. Caso a startup atenda também às teses de investimento da própria Fuse, existirá ainda a possibilidade de um coinvestimento. “Isso dá ainda mais segurança ao investidor”, completa.

(Com assessoria de imprensa)