Golpe do WhatsApp: saiba como se proteger - Crédito: Freepik

Crédito: Freepik

Com a crescente digitalização da sociedade, os criminosos estão aproveitando o maior tempo online das pessoas e o aumento das transações digitais para aplicar golpes financeiros. Entre as tentativas de fraudes usadas por bandidos e que podem trazem muita dor de cabeça para o consumidor estão os golpes que envolvem aplicativos de mensagens, como o WhatsApp, alerta a Federação Brasileira de Bancos (Febraban).

Segundo a instituição, as tentativas de fraudes registradas através destes tipos de aplicativos são basicamente duas: Pedidos de transações e Phishing.

Os pedidos de transações normalmente começam com o criminoso fingindo ser alguém do relacionamento pessoal ou profissional da vítima, que faz contato via aplicativo de mensagens.

Sob alegação de alguma dificuldade em acessar o aplicativo do banco, o golpista pede para que a vítima realize transferências ou pagamentos, através de Pix, TED ou DOC. Normalmente, utilizam um número de telefone novo e colocam a foto do usuário do WhatsApp através de imagens disponíveis na internet.

Já o phishing se dá através de técnicas de engenharia social, enganam o indivíduo para que ele forneça informações confidenciais, como senhas e números de cartões.

“Sempre desconfie quando receber um pedido de dinheiro de parentes ou de pessoas conhecidas no aplicativo de mensagem. Antes de fazer qualquer coisa, confirme o pedido através de uma ligação para o número de telefone que você tem em sua agenda de telefones, nunca para o número que está lhe contatando”, alerta Adriano Volpini, diretor do Comitê de Prevenção a Fraudes da Febraban.

“Também desconfie da história de que alguém está em dificuldade para acessar o aplicativo do banco e que precisa de ajuda para fazer um pagamento urgente, ou ainda da história da perda do celular”, acrescenta.

Conheça mais detalhes dos dois golpes: 

Golpe de engenharia social

O criminoso escolhe uma vítima, pega sua foto em redes sociais. Com um novo número de celular, manda mensagem para amigos e familiares da vítima, alegando que teve de trocar de número devido a algum problema, como, por exemplo, um assalto ou perda de celular. A partir daí, pede uma transferência de dinheiro, dizendo estar em alguma situação de emergência.

Nesta fraude, o bandido nem precisa clonar o aplicativo de mensagem da pessoa, e usa a estratégia de pegar dados pessoais da vítima e de seus contatos. A Febraban alerta que é preciso ter muito cuidado com a exposição de dados em redes sociais, como, por exemplo, em sorteios e promoções que pedem o número de telefone do usuário.

Ao receber uma mensagem de algum contato com um número novo, é preciso certificar-se que a pessoa realmente mudou seu número de telefone. O cliente sempre deve suspeitar quando recebe uma mensagem de algum contato que solicita dinheiro de forma urgente. Não faça qualquer tipo de transferência até falar com a pessoa que está solicitando o dinheiro.

Golpe da clonagem

Os criminosos enviam uma mensagem pelo aplicativo fingindo ser de empresas em que a vítima tem cadastro. Eles solicitam o código de segurança, que já foi enviado por SMS pelo aplicativo, afirmando se tratar de uma atualização, manutenção ou confirmação de cadastro.

Com o código, os bandidos conseguem replicar a conta do aplicativo em outro celular. A partir daí, os criminosos enviam mensagens para os contatos da pessoa, fazendo-se passar por ela, pedindo dinheiro emprestado por transferência via Pix.

No caso do WhatsApp, uma medida simples para evitar que o aplicativo seja clonado é habilitar a opção “Verificação em duas etapas”  Configurações/Ajustes > Conta > Verificação em duas etapas. Desta forma, é possível cadastrar uma senha que será solicitada periodicamente pelo app. Essa senha não deve ser enviada para outras pessoas ou digitadas em links recebidos.

Mais dicas de segurança:

  • Tome muito cuidado com informações que são publicadas em redes sociais. Nunca deixe exposto seu número de celular;
  • Não compartilhe seu código de autenticação do WhatsApp;
  • Evite compartilhar dados pessoais em mensagens;
  • Não compartilhe com ninguém que faça contato, em nome do banco, suas senhas de acesso (cartão, transações eletrônicas – Pix, TED etc);
  • Não acesse links suspeitos ou promoções muito tentadoras enviadas por mensagem;
  • Mantenha sempre seu dispositivo com as últimas atualizações de segurança e solução antivírus. Sempre use sistemas operacionais e programas legítimos e baixe aplicativos de lojas oficiais;
  • Lembre-se que o banco não solicita senhas de acesso através de telefone, SMS, WhatsApp, Facebook ou qualquer outro aplicativo de mídia social;
  • Não clique em links recebidos de desconhecidos via e-mail, WhatsApp, redes sociais ou por mensagens de SMS. Códigos de segurança enviados por SMS não devem ser informados a ninguém. Nenhum funcionário irá solicitar esse dado;
  • Não acesse serviços do banco a partir de dispositivos de outras pessoas;
  • Ative a confirmação em duas etapas do aplicativo;
  • Evite baixar ou instalar arquivos que receber por mensagem;
  • Use a biometria facial ou digital para desbloqueio da tela inicial do celular (são mais fortes do que as opções de desbloqueio por desenho ou PIN);
  • Ative o bloqueio temporário de tela com senha;
  • No celular, computador e tablets nunca use a opção “salvar senha” em dispositivos, navegadores, sites e aplicativos;
  • Mantenha firewall ativado e evite utilizar wi-fi público.

(com assessoria)