Google apoia formação de negros em tecnologia - Crédito: Divulgação

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O Google for Startups Brasil anuncia a criação de um programa que apoia a formação de 200 desenvolvedores de software negros de baixa renda em carreiras relacionadas a tecnologia nos próximos 12 meses. A iniciativa conta com a parceria do Instituto Vamo que Vamo, voltado para a inclusão em carreiras digitais no Brasil.

O programa surgiu para suprir uma carência do mercado por profissionais de tecnologia. De acordo com dados do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), vinculado ao Ministério da Educação, cerca de 40% dos estudantes de ensino superior na área de tecnologia são homens brancos.

Além disso, dentro do pequeno percentual de pessoas negras cursando a área de ciência e tecnologia, que é sub-representado em relação ao tamanho da população negra brasileira, há três vezes mais homens do que mulheres.

“Nosso objetivo é que estas pessoas consigam um emprego ainda mais rápido e com uma remuneração acima da média, para assim transformar suas vidas e as de suas famílias. Justamente para atender as dimensões racial e de gênero, nossa intenção é ter um percentual maior de mulheres participando do programa”, acrescenta André Barrence, diretor do Google for Startups para a América Latina.

A seleção será feita pelo Instituto Vamo que Vamo, associação civil sem fins lucrativos que apoia financeiramente pessoas para estudarem na Trybe, escola de tecnologia referência na formação de profissionais da área. O Google for Startups oferecerá uma ajuda de custo para que eles tenham uma renda durante a formação e possam se dedicar aos estudos.

Além das habilidades técnicas de programação, os selecionados também contarão com apoio psicológico e preparação específica para a participação em processos seletivos, além de treinamento adicional em tecnologias e produtos do Google.

Ao final do curso, as pessoas apoiadas serão conectadas com a rede de mais de 300 startups que já passaram por programas de aceleração do Google for Startups, para conseguir um novo emprego na área de atuação. Atualmente, há pelo menos 500 posições de trabalho relacionadas à tecnologia abertas dentre as startups da rede.

“Esta será uma iniciativa importante para a construção de um ambiente tecnológico cada vez mais inclusivo e diverso, contribuindo para a nossa missão de gerar oportunidades na vida das pessoas”, afirma Mariana Lopes, diretora do Instituto Vamo que Vamo. Ela ainda reforça: “O Instituto já beneficia mais de 500 estudantes da Trybe e, com esse projeto, potencializamos ainda mais o nosso impacto”.

(Com assessoria)