Governo reduz previsão de inflação e aumenta a estimativa do PIB - Crédito: Agência Brasil

Ministério da Economia, em Brasília – Crédito: Fabio Rodrigues Pozzebom/AgênciaBrasil

O Ministério da Economia reduziu nesta quinta-feira, 14, a estimativa de inflação para 2022. As informações constam do Boletim Macrofiscal, divulgado pela Secretaria de Política Econômica (SPE) do Ministério da Economia.

A nova expectativa do governo é que a inflação termine o ano com alta de 7,20%. A projeção anterior, divulgada em maio, era de alta de 7,90%.

Foi a primeira vez neste ano que o governo reduziu a sua estimativa para a inflação. Em março, o governo elevou a previsão de 4,7% para 6,55%. Em maio, passou a prever alta de 7,9%.

Apesar da redução, a inflação ainda está acima da meta definida pelo Conselho Monetário Nacional (CMN) de 3,5%, com intervalo de variação de 1,5 ponto percentual (p.p.) para cima e para baixo, tendo como limite 5%.

A queda coincide com a redução de impostos cobrados sobre itens essenciais, como combustíveis e energia elétrica, que têm peso importante na composição da inflação oficial do país, além de afetarem indiretamente o preço de diversos produtos.

A redução, contudo, foi uma ofensiva do governo e do Congresso para tentar segurar os preços em ano eleitoral. O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), medido pelo IBGE, acumula alta de 5,49% e, em 12 meses, o índice registra alta de 11,89%.

Já para o próximo ano, o resultado da inflação foi reavaliado de 3,6% para 4,5%. A meta estabelecida pelo CMN é de 3,25%, com o mesmo intervalo de tolerância.

PIB

Já para o crescimento da economia brasileira neste ano, o Ministério da Economia decidiu elevar de 1,5% para 2% a projeção de alta do Produto interno Bruto (PIB).

No primeiro trimestre deste ano, o PIB cresceu 1%, na comparação com os três meses imediatamente anteriores. Os dados sobre o segundo trimestre serão divulgados pelo IBGE em setembro. Para 2023, as estimativas do governo para o PIB permaneceram em 2,5%.