Greve adia a 2ª fase de consultas ao dinheiro esquecido - Crédito: Freepik

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A segunda fase das consultas ao dinheiro esquecido em instituições financeiras, inicialmente prevista para 2 de maio, foi adiada e não há previsão de nova data, informou o Banco Central nesta quarta-feira, 27, citando o impacto da paralisação de servidores.

“A greve dos servidores do BC prejudicou o cronograma de desenvolvimento das melhorias do Sistema de Valores a Receber (SVR). O prazo de retorno do SVR, inicialmente previsto para 2 de maio, será adiado. A nova data será comunicada com a devida antecedência”, informou o BC em nota.

Segunda fase

A plataforma do Sistema de Valores a Receber, que diz respeito às consultas e resgates de valores que milhares de pessoas físicas e empresas esqueceram em bancos e financeiras, está em processo de reformulação para aprimoramentos e liberação de novas funcionalidades.

De acordo com o BC, a segunda fase permitirá a consulta e saque de cerca de R$ 4,1 bilhões e trará mudanças significativas em toda a sistemática verificada na primeira fase.

Isso porque na segunda fase não será mais necessário realizar agendamento, ou seja, no dia da consulta já será possível conferir os valores e solicitar o resgate dos recursos. Além disso, o sistema contará com novas informações que foram repassadas por bancos e demais instituições financeiras.

Na segunda etapa, será possível solicitar o resgate de novas situações em que as pessoas deixaram dinheiro em banco, assim como as situações da primeira etapa.

Primeira fase:

  • Conta poupança ou corrente encerradas com saldo;
  • Cotas de capital a devolver;
  • Débitos cobrados de maneira indevida;
  • Recursos esquecidos após encerramento de consórcios;
  • Devolução de tarifas cobradas indevidamente.

Segunda fase:

  • tarifas e parcelas ou obrigações relativas a operações de crédito cobradas indevidamente, previstas ou não em Termo de Compromisso com o BC;
  • contas de pagamento pré-paga e pós-paga encerradas com saldo disponível;
  • contas de registro mantidas por corretoras e distribuidoras de títulos e valores mobiliários encerradas com saldo disponível;
  • outras situações que impliquem em valores a devolver reconhecidas pelas instituições.