Hash demite mais da metade da equipe e ameaça fechar - Crédito: Freepik

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A Hash, especializada em Banking as a Service (BaaS) e maquininhas de cartão, acaba de fazer uma segunda onda de demissões, desligando cerca de 58 pessoas, além de terminar acordos e fechar operações com clientes. Segundo o site Startups, a empresa admitiu o risco de fechar as portas.

Em junho, a fintech já havia cortado cerca de 50 colaboradores e, em maio, outros 20. No início do ano, o quadro da empresa era de cerca de 180 pessoas. Com as 52 pessoas que sobraram na equipe, a redução chega a mais de 66% desde então.

Os funcionários ficaram sabendo das demissões em mensagem postada no Slack — sistema interno de comunicação — pelo CEO da startup, que admitiu estar avaliando fechar a empresa.

Em seu texto, o CEO e co-fundador João Miranda disse que a Hash havia chegado a um “ponto crítico” que o obrigava a “quebrar o combinado” e voltar a demitir. De acordo com ele, os executivos buscaram financiamento junto a fundos de investimento ao longo de cinco meses, sem sucesso.

Investimentos de R$ 300 milhões em 2021

Em 2021, a Hash levantou cerca de R$ 250 milhões junto a fundos de investimento, em duas rodadas serie B e serie C. Também no ano passado a empresa foi selecionada como uma das fintechs mais promissoras do planeta pelo influente CrunchBase Insight.

Apoiada pelos aportes, a empresa cresceu em força de trabalho, chegando a 180 colaboradores. Em abril de 2021, quando anunciou a série B, a companhia tinha 110 pessoas e 8 clientes. Na época, a Hash divulgou que fecharia 2021 com 20 clientes, e a meta para 2022 era dobrar esta base de empresas utilizando suas soluções de maquininhas customizadas de cartão.

O site Startups divulgou e-mail recebido por alguns clientes da Hash, na terça-feira, 2, assinado pelo COO Ademar Proença. “Devido às condições de mercado adversas, informamos que as operações da sua companhia estão sendo suspensas na Hash a partir da data de hoje, com a liquidação de quaisquer valores futuros existentes na semana que vem. Eventuais usuários serão comunicados sobre o encerramento das atividades na data de amanhã, 3.”

No portfólio de clientes da fintech, estão nomes como Aramis, Aché, Neon e a rede de construção Léo Madeiras, o seu maior contrato.

Procurada pelo Startups, a Hash enviou uma nota com uma resposta padrão. “Após uma reestruturação, visando redução de custos, a Hash precisou realizar novos desligamentos em seu time. A empresa segue comprometida em apoiar as pessoas colaboradoras afetadas, ajudando em sua recolocação profissional. A Hash reitera que segue em operação e busca opções, avaliando novas possibilidades para o futuro”, respondeu a fintech.