Gabriel Aleixo, desenvolvedor de novos negócios da Hathor – Crédito: Divulgação

Hathor é uma solução de blockchain que permite a criação de token como NFT colecionáveis. Gabriel Aleixo, desenvolvedor de novos negócios da Hathor, diz que a Ethereum foi a primeira plataforma a permitir a criação de serviços de diversas naturezas usando a lógica dos tokens. O primeiro caso de uso foi a criação de tokens para levantamento de fundos para novos negócios. Os tokens podiam ser de utilidade ou ter valor monetário.

“A Ethereum se popularizou entre 2017 e 2018 e mais recentemente ganhou protagonismo com as NFTs. Mas tem problemas como o custo das taxas e limitações em escalabilidade. Por isso criamos a plataforma da Hathor como uma rede blockchain alternativa. Somos parceiros de marcas e empreendimentos que usam nossa tecnologia para construir NFTs”, define Aleixo.

Ele diz que atualmente a empresa está como parceira de três projetos. O principal é o projeto 9Block em parceria com a Play 9, estúdio de criação capitaneado pelo influenciador Felipe Neto e João Pedro Paes Leme. O objetivo é permitir a construção de colecionáveis digitais.

“Embora a plataforma esteja sendo capitaneada por NFT vinculadas à imagem do Felipe Neto, toda a tecnologia é da Hathor, a primeira plataforma de NFTs 100% brasileira para influenciadores nacionais criarem ativos. Outros influenciadores do portfólio da Play 9 – como Fátima Bernardes, Gabriela Prioli, Nobru e outros nomes ligados à TV e ao entretenimento – poderão ter lançamentos. Hoje o principal uso da nossa rede é para itens de colecionamento digital, cards virtuais com tiragens limitadas e diferente graus de raridade, etc”, enumera Aleixo.

O segundo projeto é kickoff, plataforma de NFT e social tokens voltados ao universo da música. Serão NFTs colecionáveis ou de valor de uso real e utilitário, como experiências exclusivas como conversar 30 minutos com um artista, ou ter acesso ao backstage de um show, ou ingresso para um concerto. “A Hathor é a parceira de tecnologia. Há uma tendência de tokenização de ativos digitais. Mas ainda há riscos regulatórios”, diz Aleixo.

O terceiro projeto ainda em desenvolvimento e é voltado à construção de alta arte para o mercado internacional. Trata-se de um projeto global para compra e venda de arte muito em linha com as negociações que ganharam as manchetes. Para ele o NFT faz muito sentido no mundo da arte, sobretudo digital. “O NFT conserva o direito básico de quem comprar a obra do artigo e serve como um estímulo à produção intelectual”, diz Aleixo.

Mas ele tem uma visão crítica em relação aos excessos de algumas vendas. E questiona o que leva uma pessoa comprar a foto de um meme por US$ 4 milhões, referindo-se à imagem símbolo da moeda piada dogecoin.

“Uma explicação racional seria se a pessoa tiver direito a receber uma remuneração cada vez que a imagem é vinculada. Mas hoje não há esse respaldo no direito na maioria das jurisdições do planeta. Serei o primeiro a comprar uma NFT quando elas tiverem um valor mais utilitário. Plataformas como a do Felipe Neto democratizam o acesso, com NFTs com preços mais módicos”, conclui Aleixo.