Mão segura casa para pesar na balança o seu valor - Crédito: Freepik

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Empresários de pequeno e médio porte que se endividaram durante a pandemia estão recorrendo a uma modalidade que, embora ainda pouco conhecida pelo consumidor brasileiro, vem crescendo no mercado de crédito financeiro.

Trata-se do refinanciamento imobiliário, também chamado de home equity. São empréstimos em que o imóvel próprio do tomador é oferecido como garantia. O produto ganhou força com a crise instaurada pelo surto de Covid-19 e usar os próprios bens como garantia foi uma das alternativas encontradas por muitos para manterem seus negócios, analisa a Melhortaxa, plataforma digital de crédito imobiliário, que também compara as propostas para os clientes e intermedia a contratação online desse tipo de crédito com várias opções de bancos e fintechs.

No ano passado, de acordo com dados da Associação Brasileira das Entidades de Crédito Imobiliário e Poupança (Abecip), foram concedidos 18.746 empréstimos do tipo, o que corresponde a mais de R$ 4 bilhões, uma cifra 25% superior à registrada em 2019. Entre janeiro e junho deste ano, o total de novos contratos chegou a 11.151 e o volume emprestado já ultrapassou os R$ 2,3 bilhões.

“O que temos observado é um movimento crescente de empresários que estão recorrendo ao empréstimo com garantia de imóvel para capital de giro. Neste sentido, a entrada das fintechs também ajudou a impulsionar o produto, já que o acesso às linhas de crédito é menos burocrático e as taxas tendem a ser mais baratas”, destaca Paulo Chebat, CEO da Melhortaxa no Brasil.

Em julho, a plataforma registrou um aumento de mais de 10% na procura pela modalidade em comparação a junho. Do total de pedidos no ano de 2021, mais de 40% foram solicitados para investimento e/ou reorganização de dívidas em pequenas e médias empresas.

Os imóveis comerciais, normalmente a primeira opção oferecida como garantia pelos empresários, são cada vez menos aceitos pelas instituições, restando ao empreendedor incluir na negociação a garantia de outro bem residencial em seu nome ou da própria moradia. Ainda assim, existem critérios de análise que determinam maior ou menor liberação de crédito por parte das instituições financeiras.

(com assessoria)