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Karen Duque, gerente de políticas públicas e relações governamentais do Google Brasil   Crédito: Divulgação

Cerca de 20 milhões de pessoas visitam a conta do Google diariamente para revisar suas configurações de privacidade e mais de 100 milhões fazem o checkup anual de seus dados e alteram as suas preferências relacionadas à privacidade, afirmou Karen Duque, gerente de políticas públicas e relações governamentais do Google Brasil, durante a Conferência Latino-Americana de Inteligência Artificial e Proteção de Dados da FGV-Rio.

“O uso da inteligência artificial vai promover a inovação e ajudará o Google a cumprir sua missão de organizar as informações do mundo e torná-las úteis e acessíveis para todos, mas temos que reconhecer que essa tecnologia levanta desafios de como lidar com a privacidade”, disse.

O Google estabeleceu alguns princípios para o desenvolvimento de IA que, segundo ela, definem o seu compromisso de operar com essa tecnologia e, também, estabelecer áreas de aplicação específicas nas quais não vão trabalhar.

Um deles é incorporar o privacy by design, framework que tem como proposta central incorporar a privacidade e a proteção de dados pessoais em todos os projetos e no desenvolvimento de IA.

Assistente virtual

“A IA e privacidade não se anulam e podem ser complementares”, observa. Na sua visão, o assistente virtual Google, criticado por muitos por ser invasivo, é a prova tangível de que privacidade e inteligência artificial conseguem conviver pacificamente, gerando experiências mais seguras, eficiência e eficácia para os usuários.

“Por padrão, o Google não retém os dados de áudio dos usuários. Eles podem gravar o material em sua conta no Google, por meio de ferramentas de controle da atividade que ajuda a personalizar sua experiência”, explica.

O Google assistente, segundo ela, foi projetado para sempre aguardar no modo de espera, até que detecte uma ativação por parte do usuário. “Nos dispositivos compartilhados de casa, como o Google Home, há um botão que silencia o microfone impedindo que o dispositivo escute e interaja com o usuário. Sua ativação é feita pelo celular”, disse.

Usuário no controle

Com o intuito de colocar o consumidor no controle, a ferramenta permite que os dados, do mês ou da semana, sejam apagados apenas pelo comando de voz. Ele pode também estabelecer prazos, que vão de três a 18 meses,  para que os dados sejam deletados automaticamente.

A empresa dispõe de uma solução que ajusta a sensibilidade de ativação do assistente no comando para evitar ativações não intencionais, quando o usuário tornar dispensável a interação com o assistente.

“Um anúncio recente no âmbito do assistente que reforça ainda mais a preocupação do Google com a privacidade é o modo visitante, controle de privacidade simples e fácil nos dispositivos de casa. Basta dizer ‘ok Google’ no modo visitante e todas as interações realizadas com o assistente deixam de ser salvas na sua conta do Google.”

Com o visitante ativado, o usuário consegue aproveitar todos os recursos do assistente, como fazer perguntas, controlar seus dispositivos domésticos inteligentes, definir temporizadores, reproduzir músicas e ele não mostrará nenhum tipo de dado pessoal, como sua agenda de compromisso e contatos até que desative esse modo.