IA turbinando a locação digital de veículos

por | 15 set 2021 | Branded Content

Diego Lira, CEO e cofundador da Turbi - Crédito: Divulgação

Diego Lira, CEO e cofundador da Turbi – Crédito: Divulgação

A Turbi, startup de aluguel de carros por aplicativo, implementou um projeto com soluções de Internet das coisas (IoT) e Inteligência Artificial na sua operação de aluguel de carros. A aplicação possibilitou a classificação das fotos dos carros enviadas por cada usuário, fazendo a leitura de danos e condições antes e depois da utilização do veículo. O dispositivo IOT próprio e a implementação de IA proporcionaram eficiência operacional e economia de 93% para a Turbi, além de viabilizar o crescimento escalável do negócio.

“Iniciamos a operação em 2017. Pensando em eficiência financeira, não faz mais sentido possuir um carro. A única certeza que se tem sobre os veículos é que você vai perder dinheiro com ele, pois a depreciação é muito pesada no Brasil. A nossa ideia é compartilhar os veículos de forma que a pessoa use só quando precisa e todos os custos sejam partilhados”, diz Diego Lira, CEO da Turbi.

A startup é uma locadora digital de veículos. O usuário baixa o aplicativo, se cadastra, reserva o veículo, destrava por smartphone, anda o quanto quiser, entrega o veículo no mesmo lugar e é cobrado um valor por hora mais o quilômetro rodado.

“A eficiência financeira é uma das nossas ambições, dando acesso a carros de qualidade pagando um preço justo por carros zero automático, desde HB20, Polo, Onix, até Mini Cooper e carros mais esportivos pelo tempo que a pessoa precisar”, diz Lira.

A inteligência artificial entra para conferir essa eficiência operacional em diversas camadas da empresa. O primeiro uso é na análise cadastral para mitigar risco de fraude, sinistro ou inadimplência. Outra aplicação é o reporte de dados no processo de vistoria na retirada e entrega dos carros, que é realizado pelo envio de fotos pelo aplicativo pelos próprios clientes que tiram fotos para reportar eventuais danos  nos veículos. O procedimento se tornou ineficaz com o crescimento da frota.

“Recebemos quase 100 mil foto por mês, impossível de serem analisadas manualmente. Essas fotos são classificadas via machine learning por um algoritmo. A IA já roda há alguns meses e será eternamente treinada. Ensinamos a máquina o que é um carro e o que é um carro sujo ou batido níveis 1, 2 ou 3. Com 100 mil reservas por mês, cada uma com cinco fotos em média, são 500 mil fotos enviadas para o algoritmo aprender, ou 6 milhões de fotos em um ano”, explica Lira.

A máquina gera dados e ordens para o pessoal de operação, que envia as fotos para um maketplace gerar orçamento em diversas oficinas mecânicas. Quando há match, o carro vai para reparo. Assim, o carro batido não fica parado muito tempo na oficia.  “Essa foi a forma que encontramos para otimizar o tempo de manutenção de nossa base de quase 2 mil carros”, reforça Lira.

Ele conta que a empresa já utiliza tecnologia em diversas áreas com item essencial para viabilizar a experiência sem nenhum contato humano para reserva, abertura do processo para o aluguel do carro e devolução do veículo. Um dos aspectos é escolher o melhor local onde se deixar os carros, o que leva em conta a densidade demográfica do lugar, quantos cadastros há no local, a acessibilidade do ponto, segurança.

“Colocamos a máquina para nos dizer o ponto ótimo e fazer a gestão de quantos carros são necessários estar no local. Isso será importante quando chegarmos a outras cidades como Curitiba. Também fazemos a gestão de lavagens identificando o lava-jato mais próximo e mais econômico”, ressalta o CEO.

Em 2017, quando a startup foi lançada, os veículos utilizavam a tecnologia da maior empresa global de solução IoT para mobilidade embarcada. Após um período de laboratório e desenvolvimento próprio, esta tecnologia inicial foi substituída em 100% pelo dispositivo da Turbi.

“Por meio desse sistema inteligente a Turbi tem acesso ao percurso percorrido, a quilometragem rodada, ao consumo de combustível, à disponibilidade dos automóveis. O usuário pode abrir o pedido do carro pelo celular, seguir seu percurso, devolver e travar o carro sem qualquer interação pessoal com a empresa. Esse processo de comunicação e cruzamento de dados é realizado via tecnologia bluetooth e redes de celular que integram o dispositivo IOT”, explica Marcio Pedrozo, CTO da Turbi.

Ele ressalta que iniciar a operação com um parceiro referência no mundo foi uma estratégia de go-to-market com foco na experiência do usuário. Após crescer de cinco para 500 carros e com uma estrutura mais robusta, a empresa decidiu que era hora de dar um passo além. De imediato, essa iniciativa gerou à Turbi uma economia de 93% e atualmente a solução está embarcada nos dois mil carros da frota.

“Sem dúvida, a questão de eficiência operacional e de custo foi muito importante nesta decisão de desenvolvermos a própria solução IOT e da implementação de Inteligência Artificial no processo de vistoria. O próximo passo é ir além da leitura de dados sobre os veículos. Nosso desejo é ter autonomia para incorporar outras ações que elevem a experiência do cliente, como por exemplo, dar a autonomia para o cliente escolher a temperatura do veículo pelo próprio celular”, destaca Pedrozo.