Foto de Wagner Arnault, CTO da IBM Brasil

Wagner Arnault, CTO da IBM Brasil – Crédito: Divulgação

Praticamente todos os grandes bancos ainda utilizam a maior parte do processamento em mainframes IBM, os pequenos e médios utilizam uma combinação de mainframes e capacidades na nuvem privada, e os neobanks já são totalmente nativos na nuvem pública. A análise é de Wagner Arnaut, CTO da IBM Brasil, que diz que a empresa tem investido particularmente na nuvem por meio da oferta Cloud para Serviços financeiros.

“A ideia é ajudar os neobanks a ter um modelo de cloud que já traga toda a parte de segurança e compliance necessários na indústria financeira já contemplados por consequência com o uso dessa cloud. Temos na equipe profissionais altamente especializados em segurança, em regulamentações como a 4893 do Banco Central – que entra em vigor este mês em substituição à 4658 -, a LGPD ou  suporte á PCI, regulamentação global para instituições de meios de pagamentos. Nosso modelo de cloud já traz todo o framework de segurança e compliance”, esclarece Arnaut.

Ele explica que a empresa tem dois tipos de clientes todo o ecossistema financeiro – que não apenas os bancos, mas também fintechs, neobanks e instituições de meios de pagamentos -; e outro grupo de empresa que são os provedores de pacotes de soluções. Um neobank que contrate uma solução de gestão de campanhas, contrata de uma provedora que já esteja compliance.

“A maior parte de nossa base de clientes é de instituições financeiras. Mas vários provedores estão entrando na Cloud de serviços financeiros porque já passam a oferecer seus serviços com compliance e segurança. Os bancos são os grandes demandantes dessas soluções em SaaS”, diz Arnaut.

Ele observa que com o open banking, há todo um ecossistema de outras verticais também buscado soluções para open banking que os permitam trabalhar com serviços financeiros.

“Já vemos varejo e telecomunicações como indústrias que estão buscando de forma muito forte oportunidades a partir do open banking para também se beneficiar desse modelo. Há empresas criando agregadores de cartão de crédito, uma empresa de varejo pode ver o padrão de comportamento do seu usuário e fazer ofertas mais assertivas. Essas empresas também têm buscado nossa oferta de Cloud para Serviços financeiros”, completa o CTO da IBM.

Ele diz que a empresa tem observado um aumento acelerado do consumo de cloud. O consumo de APIs de serviços de inteligência artificial mais do que duplicou. Trata-se de uma tendência observado tanto nas instituições financeiras quanto nos novos entrantes do sistema financeiro, principalmente para estarem preparados para a demanda digital que é cada vez mais forte.

“Alguns clientes da área financeira utilizam APIs de IA que transformam voz para texto ou texto para voz em call centers. Outros utilizam para fazer tratamento de documentos como contratos sociais para rastrear quem pode assinar pela empresa. Há ainda o monitoramento de redes sociais para identificar o perfil e o nível de satisfação dos clientes”, conclui Arnaut.