Gráfico mostra queda da bolsa - Crédito: Freepik

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Depois da alta de ontem, o Ibovespa voltou a ter uma forte queda nesta terça-feira, 26, fechando com o segundo pior resultado do ano.

A prévia do Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA-15), divulgada pelo IBGE, fez crescer as preocupações dos investidores. O índice da inflação oficial avançou 1,2% em outubro, acumulando uma alta de 10,34% em 12 meses. A divulgação fez com que diversas instituições financeiras revisassem suas previsões para a inflação em 2021 e para a alta da Selic.

A previsão de juros maiores começou a ser aventada na semana passada, com a discussão em torno do teto de gastos públicos, que deve sofrer ajustes para financiar o programa Auxílio Brasil, que substituirá o Bolsa Família.

A Câmara dos Deputados deve começar a votação da PEC dos Precatórios nesta quarta, 27, que propõe a limitação do pagamento de dívidas judiciais da União e abre espaço fiscal no teto de gastos de mais de  R$ 80 bilhões, viabilizando o programa social do governo.

Com esses ingredientes, o Ibovespa, o principal índice da B3, fechou a terça-feira em queda de 2,11%, aos 106.419 pontos. A pontuação do fechamento de hoje só não foi pior que a da última sexta-feira, 22, quando encerrou a sessão com 106.296 pontos. O volume negociado hoje ficou em R$ 27,1 bilhões.

O dólar terminou o dia em alta de 0,32% a R$ 5,572 na compra e R$ 5,573 na venda. O dólar futuro para novembro de 2021 é negociado a R$ 5,577, com alta de 0,27% no after market.