Índice de Preços ao Consumidor recua 1,19% em julho - Crédito: Freepik

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O Índice de Preços ao Consumidor Semanal IPC-S da quarta quadrissemana de julho de 2022, medido pela Fundação Getulio Vargas, caiu 1,19% e acumula alta de 8,00% nos últimos 12 meses.

Nesta apuração, cinco das oito classes de despesa componentes do índice registraram decréscimo em suas taxas de variação. A maior contribuição para o resultado do IPC-S partiu do grupo Transportes cuja taxa de variação passou de -2,88%, na terceira quadrissemana de julho de 2022 para -4,81% na quarta quadrissemana de julho de 2022. Nesta classe de despesa, cabe mencionar o comportamento do item gasolina, cujo preço variou -14,24%, ante -8,61% na edição anterior do IPC-S.

Também registraram decréscimo em suas taxas de variação os grupos: Educação, Leitura e Recreação (-1,31% para -4,06%), Habitação (-0,37% para -0,70%), Alimentação (1,50% para 1,34%) e Vestuário (0,59% para 0,47%). Nestas classes de despesa, vale destacar o comportamento dos itens: passagem aérea (-6,92% para -19,81%), tarifa de eletricidade residencial (-3,51% para -5,13%), frutas (5,90% para 4,85%) e roupas femininas (0,37% para 0,04%).

Em contrapartida, os grupos Saúde e Cuidados Pessoais (0,25% para 0,45%), Comunicação (-0,18% para -0,09%) e Despesas Diversas (0,28% para 0,30%) apresentaram avanço em suas taxas de variação. Nestas classes de despesa, vale citar os itens: artigos de higiene e cuidado pessoal (-1,49% para -0,42%), combo de telefonia, internet e TV por assinatura (-0,30% para 0,29%) e cigarros (1,72% para 2,52%).

Influências individuais

Gasolina (-8,61% para -14,24%), passagem aérea (-6,92% para -19,81%) e tarifa de eletricidade residencial (-3,51% para -5,13%) foram os itens que mais contribuíram para o recuo do IPC-S entre a terceira quadrissemana e o fechamento de julho. Tomate (-18,49% para -22,39%) e etanol (-9,83% para -11,02%) completam a lista.

Na outra direção, leite tipo longa vida (22,44% para 22,11%), plano e seguro de saúde (1,17% para 1,17%) e queijo mussarela (9,00% para 9,33%) foram os itens que mais pressionaram o indicador para cima, seguidos por refeições em bares e restaurantes (0,77% para 0,67%) e banana-prata (6,83% para 7,86%).

(com assessoria)