Subestação de energia elétrica com por do sol ao fundo

O maior impacto veio da energia elétrica, com aumento de 5,37% Crédito: Freepik

O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) – a inflação oficial do Brasil – foi de 0,83% em maio, 0,52 ponto percentual acima da taxa de abril, que fechou em 0,31%. Foi o maior resultado para um mês de maio desde 1996 (1,22%), conforme divulgou nesta quarta-feira, 9, o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O acumulado no ano foi de 3,22%, e o dos últimos 12 meses, de 8,06%, acima dos 6,76% registrados nos 12 meses imediatamente anteriores. Em maio de 2020, a taxa havia sido -0,38%.

O maior impacto individual do mês veio da energia elétrica (5,37%), respondendo por 0,23 ponto percentual do IPCA, impactando diretamente na alta do grupo Habitação que, entre os grupos pesquisados pelo IBGE, registrou o maior impacto, 0,28 ponto percentual, e a maior variação, 1,78%. Em maio, passou a vigorar a bandeira tarifária vermelha patamar 1, que acrescenta R$ 4,169 na conta de luz a cada 100 quilowatts-hora consumidos.

A segunda contribuição para a alta na inflação veio dos Transportes, cujos preços subiram 1,15% em maio, seguidos de Saúde e Cuidados Pessoais, 0,76%, e Alimentação e Bebidas, 0,44%.

Nos Transportes, o maior impacto, 0,17 ponto percentual, veio da gasolina (2,87%), cujos preços haviam recuado em abril (-0,44%). No ano, o combustível acumula alta de 24,70% e, em 12 meses, de 45,80%. Os preços do gás veicular (23,75%), do etanol (12,92%) e do óleo diesel (4,61%) também subiram em maio.

No grupo Saúde, que teve aumento de 0,76%, vale ressaltar, segundo a nota do IBGE, que foi autorizado, a partir do dia 1º de abril, o reajuste de até 10,08% no preço dos medicamentos, a depender da classe terapêutica e do perfil de concorrência da substância. Em seguida, vieram o plano de saúde (0,67%) e os itens de higiene pessoal (0,63%), com impactos de 0,03 p.p. e 0,02 p.p., respectivamente.

O resultado de Alimentação e bebidas (0,44%) ficou próximo ao do mês anterior (0,40%). A alimentação no domicílio passou de 0,47% em abril para 0,23% em maio, principalmente em função das frutas (-8,39%), da cebola (-7,22%) e do arroz (-1,14%). Por outro lado, as carnes (2,24%) seguem em alta, acumulando 38% de variação nos últimos 12 meses.

O IPCA é calculado pelo IBGE desde 1980, se refere às famílias com rendimento monetário de um a 40 salários-mínimos, qualquer que seja a fonte, e abrange dez regiões metropolitanas do país, além dos municípios de Goiânia, Campo Grande, Rio Branco, São Luís, Aracaju e Brasília. (Com assessoria de imprensa)

Veja o resultado dos nove grupos pesquisados pelo IBGE:

  • Habitação: 1,78%
  • Artigos de residência: 1,25%
  • Alimentação e bebidas: 0,44%
  • Transportes: 1,15%
  • Vestuário: 0,92%
  • Saúde e cuidados pessoais: 0,76%
  • Despesas pessoais: 0,21%
  • Educação: 0,06%
  • Comunicação: 0,21%