Inflação da construção sobe 2,8% em junho, mas confiança cresce - Crédito: Freepik

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O Índice Nacional de Custo da Construção-M (INCC-M), medido pela Fundação Getulio Vargas (FGV), registrou inflação de 2,81% em junho deste ano. Ela é superior ao valor de maio (1,49%) deste ano e maior que os 2,30% de julho de 2021.

Com o resultado, o INCC-M acumula inflação de 7,20% no ano e de 11,75% em 12 meses, divulgado pela FGV nesta segunda-feira, 27. Em julho de 2021, o INCC-M acumulado em 12 meses era de 16,88%.

Em junho deste ano, a taxa relativa a materiais, equipamentos e serviços ficou em 1,40%, abaixo do 1,55% de maio. Já o subíndice da mão de obra chegou a 4,37% em junho, ante 1,43%, em maio.

Cinco capitais apresentaram acréscimo em suas taxas de variação: Salvador (de 1% para 1,42%), Brasília (de 1,94% para 2,47%), Recife (1,98% para 5,98%), Rio de Janeiro (de 1,87% para 2,80%) e São Paulo (de 1,56% para 4,11%). Em contrapartida, Belo Horizonte (1,06% para 0,50%) e Porto Alegre (de 1,8% para (0,43%) apresentaram decréscimo em suas taxas de variação.

Confiança

Já o Índice de Confiança da Construção (ICST), também medido FGV, teve alta de 1,2 ponto de maio para junho deste ano. O crescimento veio depois de uma queda de 1,4 ponto, na passagem de abril para maio. Com isso, o indicador chegou a 97,5 pontos, em uma escala de 0 a 200 pontos.

“O primeiro semestre de 2022 chegou ao final com o aumento da confiança da construção, corroborando a percepção de que o crescimento do ano passado se estendeu, alavancado pelos investimentos do mercado imobiliário e da infraestrutura. O destaque negativo é a piora na percepção relativa à situação corrente dos negócios, que pode ser relacionada a maiores dificuldades de acesso ao crédito e ao aumento dos custos setoriais”, observou Ana Maria Castelo, Coordenadora de Projetos da Construção do FGV IBRE.

Os dois subíndices que compõem o ICST tiveram alta. O Índice da Situação Atual, que mede a confiança do empresário da construção no presente, subiu 1,4 ponto e chegou a 93,9 pontos.

Já o Índice de Expectativas, que mede a confiança do empresariado da construção no futuro, aumentou 0,9 ponto e atingiu 101,2 pontos.

O Nível de Utilização da Capacidade (Nuci) da Construção subiu 1,1 ponto percentual e chegou a 77,1%.

(Com Agência Brasil)