Tânia Cossentino, presidente da Microsoft Brasil

A Inteligência Artificial (IA) adotada massivamente no Brasil poderá gerar crescimento do PIB de 4% até 2030, segundo Tânia Cosentino, presidente da Microsoft Brasil, durante o Ciab 2021, evento anual realizado pela Febraban, entidade que reúne os grandes bancos. Habilitada pela nuvem inteligente, a IA, segundo ela, traz redução de custo e permite que empresas de diferentes portes tenham escalabilidade e flexibilidade em seu negócio.

“A questão que se coloca é como criar condições para que o país tenha um ecossistema dinâmico e tecnológico que consiga qualificar profissionais, que é a grande dor das áreas de TI das empresas hoje, e potencializar o crescimento econômico do país”, disse Cosentino.

A fronteira inteligente, que são os bilhões de conectivos gerando dados, e a IA faz com que os dados se transformem em insights. Hoje, colaboradores, produtos e processos produtivos podem gerar insights.

“Com o feedbackloop, empresas conseguem ver e entender em tempo real a produtividade de seu colaborador, o engajamento do cliente, a performance de seu produto e de seu processo produtivo. Isso permite tomar decisões em tempo real e está impactando todos os segmentos de mercado e empresas de qualquer tamanho”, afirmou.

Impactos no Open Banking

Conforme Cosentino, no setor financeiro, é possível criar modelos que avaliem o impacto do fluxo de caixa com uma variação cambial. Quando consegue ter esses dados gerando insights para tomar uma decisão de negócio é possível transformar a experiência do cliente e personalizar serviços, ingredientes considerados vitais com a chegada do open banking.

No open banking, segundo ela, o que diferenciará uma instituição da outra será sua capacidade de oferecer serviços mais adequados a cada perfil de cliente. Com o advisor de comportamento, por exemplo, é possível fazer uma análise de investimento muito mais precisa com o momento de um cliente. “Vemos muito IA em aprendizado de máquina na área de cibersegurança, que é a grande dor, assim como no monitoramento e na antecipação a ataques”, disse.

IA contra ciberataques

De acordo com Cosentino, a Microsoft monitora atualmente por dia mais de 8 trilhões de sinais no mundo, o que lhe permite, a partir de uma avaliação, antecipar um ciberataque. Além disso, consegue fazer com que o algoritmo monitore e identifique o padrão de comportamento de cada cliente em um sistema online, no banco online.

Para ela, a IA vai além do financeiro, trazendo respostas para os desafios sociais e ambientais e tem sido usada muito também para o reconhecimento facial, ajudando na busca de pessoas desaparecidas. Serve também para  monitorar biomas e fazer análise preditiva de áreas de desmatamentos na floresta Amazônia.

“Como é extremamente poderosa, tem de ser usada como uma arma do bem e com ética, além de poder ser acessível por um maior número de pessoas, oferecer segurança, respeitar a privacidade de dados, ser inclusiva, transparente e responsável”, alertou. As empresas de tecnologia, segundo ele, têm o importante papel de liderar essa discussão junto à sociedade.