Inter deve melhorar lucratividade, diz Goldman-crédito-digulgação

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O Banco Inter, que concluiu ontem a migração de sua base acionária para a Nasdaq passando agora a ser Inter & Co, deverá melhorar a lucratividade, conforme sugere o relatório do Goldman Sachs, divulgado nesta sexta-feira, 24, que aponta que o banco ainda enfrenta desafios na monetização de clientes.

As ações do Inter caíram 2,30%, a US$ 3,40, na sessão desta sexta-feira, às 11h30 (horário de Brasília), já os BDRs (Brazilian Depositary Receipts) INBDR31 negociados na B3, que estrearam em 20 de maio, apresentaram queda de 3,35%, a R$ 17,33.

Para o Goldman Sachs, a dificuldade do Inter em monetizar seus clientes está relacionada à exposição limitada ao crédito sem garantia, à menor escala e taxa de ativação e ao foco de expansão internacional.

O Inter conta com uma base de 19 milhões de clientes e vem inovando seus produtos e serviços desde 2015, quando começou a priorizar o digital, conforme observa o relatório. Porém, uma abordagem cautelosa ao crédito não garantido, que gera perdas no núcleo da receita de varejo, é algo que levanta um sinal de alerta sobre a sua lucratividade.

Além disso, o Inter também não apresenta vantagens competitivas claras em suas verticais de negócios, considerando sua baixa participação de mercado, conforme observa o Goldman Sachs, que acha mais desafiador iniciar um projeto de expansão nos Estado Unidos em vez de expandir sua base de clientes no país.

O Goldman Sachs destaca o menor índice de cobertura do Inter em relação a outros bancos de varejo, permitindo o crescimento de menor margem de segurança no crédito sem garantia. Comparado ao Nubank, o Inter conta com menor escala e taxa de ativação, embora tenha um portfólio de produtos mais diversificados.

O Goldman Sachs acredita, no entanto, que o Inter deve conseguir capturar o potencial de valorização ao reprecificar seus cartões de crédito e empréstimos consignados, que tradicionalmente estão abaixo das médias do mercado. Às 13h42, as ações do Inter despencavam 10,06%, a US$ 3,13 nos EUA.

O novo preço-alvo do Goldman Sachs considera um valuation de US$ 1,6 bilhão, o que se compara ao valuation da antiga ação BIDI4. A ação na Nasdaq está sendo negociada atualmente a 24x 2023E P/E.

(Com Investing.com e agências)