Inter espera crescer 250% em 2021-crédito-foto-Flickr

João Vitor Menin, CEO do Banco Inter Foto: Flickr

Em meio ao ambiente turbulento interno do país, o Banco Inter apresentou novamente um trimestre bastante forte e também com muitas oportunidades a serem exploradas na base de clientes, que chegou a 14 milhões no terceiro trimestre de 2021.

Foram R$ 869 milhões em receitas totais no 3T21, crescimento de 36% em relação ao segundo trimestre e 149% comparado ao mesmo período de 2020. O lucro líquido de R$ 19,2 milhões em setembro levou o banco a alcançar  R$ 58,3 milhões no acumulado do ano.

“Esperamos crescer a receita do Inter 250% este ano, em relação ao que fizemos em 2020. Desconheço alguma empresa com faturamento na casa de milhão de reais que vai tentar imprimir esse resultado em um ano de pandemia”, afirma João Vitor Menin, CEO do Inter, durante a coletiva de divulgação do balanço.

Mais do que um crescimento de receita robusto, o sucesso dos resultados atingidos deve-se, segundo ele, à estratégia de diversificação da receita e  aquisição da USEND.

A expectativa do Menin com a conclusão do contrato de aquisição da fintech americana USEND, especializada na oferta de serviços financeiros e não financeiros, é levar a experiência do Super App para os Estados Unidos e colocar o banco em um outro patamar no cenário internacional em 2022, competindo com instituições financeiras como SoFi e Chime.

“Com a aquisição da USEND, o Inter terá a vantagem de contar com estrutura e base de clientes sólida, posicionando-se como um full digital banking nos EUA, oferecendo produtos e serviços mais baratos, justos e eficientes”, disse.

O Inter vem ampliando o ritmo de aquisição de clientes 90% ano contra ano. O custo de aquisição de cliente se manteve saudável, em R$ 30,74. Índice crosseling continua crescendo, chegando a 3,43, crescimento de 17% em um ano, refletindo a capacidade do banco de fazer a venda do próximo produto aos clientes.

“O crosseling cresce significativamente nas safras antigas, isso mostra  nossa capacidade de gerar valor em todas as safras. Na medida em que lançamos produtos, conseguimos fazer com que eles penetrem nas fases novas e antigas, o que é bastante positivo. Isso tem ocorrido muito no cartão de crédito”, diz Alexandre Riccio de Oliveira, VP do Inter.

Outro exemplo, segundo ele, é a entrega de receita no crescimento intraproduto. O saldo de depósito à vista,  cresce de 2 a 2,4 vezes, consistentemente, entre diferentes safras, 15 meses após o primeiro trimestre de relacionamento. Além disso, as receitas de cartões tem aumentado cerca de 50% a cada ano, na medida em que o relacionamento amadurece. O NPS se manteve no patamar de 84.

O Inter teve R$ 9,2 milhões de depósito à vista, com comportamentos sólidos no saldo médio com o cliente. Transacionou R$ 11,6 milhões em cartões, mantendo o ritmo superior a 20% entregue no 2T21.

Inter Shop

A atividade de cliente foi novamente muito saudável, conforme Oliveira. 70% dos clientes que compraram no Inter Shop no terceiro trimestre foram recorrentes e o banco conseguiu adicionar 438 mil novos clientes, que experimentaram a plataforma no trimestre, aumentando a penetração do Inter Shop na base. Foram mais de 6 milhões de transações no Inter Shop, correspondendo a R$ 946 milhões no 3T21.

Inter Seguros

O Inter alcançou 683 mil segurados e com geração de receita de R$ 22,5 milhões no 3T21. A estratégia de vendas com foco em recorrência financeira vem se materializando, segundo Oliveira.  Em apenas um ano, o banco multiplicou a base de segurados em quase 4 vezes.

O crédito continua se destacando, evoluindo positivamente. A força da base de cliente tornou possível chegar  R$ 16 bilhões em carteira de crédito ampliada.