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As deep techs, startups e ecossistemas que abraçam sem medo tecnologias complexas ou resolução de problemas de alto impacto para a sociedade, quadriplicaram os investimentos recebidos entre 2016 e 2021, passando de US$ 15 bilhões para mais de US$ 60 bilhões, segundo estudo do Boston Consulting Group (BCG). O estudo projeta que o valor poderá chegar entre US$ 140 bilhões a US$ 200 bilhões em 2025.
Cerca de 97% dessas companhias já contribuíram com pelo menos um dos objetivos de desenvolvimento sustentável da Organização das Nações Unidas (ONU). Elas fazem uso intensivo de novas tecnologias para atingir seus objetivos, como inteligência artificial, machine learning e tecnologias quânticas.
Segundo Otávio Dantas, sócio e diretor do BCG, as Deep Techs ainda são consideradas um investimento de nicho, mas há uma mudança de paradigma, pois o potencial de retorno dessas empresas é grande e deve movimentar o mercado nos próximos anos.
“Não é simples prever quais deep techs vão ter sucesso, o retorno e o tempo dos investimentos em cada uma, mas o potencial é enorme e essas empresas estão crescendo mais rápido do que as previsões iniciais dos experts”, explica.
De acordo com estudo, essas empresas são catalisadoras de um novo ecossistema de investimentos, pesquisa e desenvolvimento de soluções. Estima-se, por exemplo, que cerca de 1.500 universidades e laboratórios ao redor do mundo estão envolvidos em pesquisas para deep techs.