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O Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) divulgou, nesta quarta-feira (30/6), a análise trimestral da economia brasileira, elevando de 3% para 4,8% o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) em 2021. O resultado positivo considerou o avanço da vacinação contra o Covid-19, o ambiente externo mais favorável e a redução das incertezas fiscais no curto prazo.

Há projeção de crescimento interanual de 12,6% no segundo trimestre deste ano. Para 2022, os pesquisadores projetaram aumento de 2% para o PIB, inferior aos 2,8% previstos na divulgação anterior. Apesar desta redução, o crescimento acumulado no biênio passou de 5,9% para 6,9%.

De acordo com a análise, o possível aumento das taxas de juros nos Estados Unidos representa um fator de risco, uma vez que pode pressionar o câmbio e os juros no Brasil.

O cenário externo favorável tem impactado positivamente a economia brasileira por meio da valorização das commodities exportadas pelo país, do aumento dos fluxos de comércio internacional e de condições financeiras globais que estimulam o apetite por risco e, portanto, maiores fluxos de capital para países emergentes.

O preço internacional das commodities tem refletido a retomada da atividade econômica global, com forte crescimento nos últimos meses e nível histórico elevado. As exportações brasileiras deram um salto, tanto em volume quanto em valor, beneficiadas pelo crescimento da economia mundial e pelo aumento dos preços externos.

De janeiro a maio deste ano, as exportações cresceram 40%, contra 12% no mesmo período do ano passado. As importações também se recuperaram, refletindo o nível de atividade interno, registrando crescimento de 21% nos primeiros cinco meses do ano em relação ao mesmo período de 2020.

A projeção para o IPCA em 2021 foi revista de 5,3% para 5,9%. A taxa de inflação acumulada em 12 meses, até maio deste ano, subiu de 6,8% para 8,1%, impactada pela alta nos preços monitorados e bens industriais.  

(Com assessoria de imprensa)