Carlos Carneiro, head de estratégia de Open Finance e Pix do Itaú Unibanco Crédito Foto: Divulgação

O Itaú Unibanco aponta como os maiores desafios para se conectar ao open banking o volume e a complexidade das integrações e customizações dos sistemas legados às novas arquiteturas da plataforma.

“É a primeira vez que realizamos um projeto desta dimensão. Para ter uma ideia do trabalho envolvido, é preciso levar em conta que o Itaú é o maior banco da América Latina, com um portfólio de produtos de full bank”, afirma Carlos Carneiro, head de estratégia de Open Finance e Pix do Itaú Unibanco.

Segundo ele, o banco está muito atento ao mercado e às oportunidades de parcerias dentro do ecossistema do Open Finance. Já desenvolveu novos sistemas capazes de se conectarem a parceiros de negócios por APIs, o que facilita a troca de informações. “O Open Finance vai permitir ao banco ir além dos serviços financeiros oferecidos e buscar parcerias fora do escopo bancário”, diz.

Um exemplo disso é o Itaú Meu Negócio Gestão, desenvolvido em parceria com a Omie – empresa brasileira líder no segmento de Software as a Service (SaaS). Com essa ferramenta, o banco poderá apoiar os clientes para simplificar a gestão do negócio.

Mapeamento inteligente

O investimento intensivo em tecnologia tem sido a tônica do banco nos últimos anos. Em 2020, fez parceria com a AWS para migrar para nuvem toda a infraestrutura atual – mainframes e data centers. O Pix e a carteira digital iti, por exemplo, já estão rodando nesta plataforma.

Por ser um banco completo, Carneiro acredita que com o Open Finance será possível ampliar a presença do Itaú Unibanco em todos os segmentos do mercado. Para isso estão investindo pesado no mapeamento inteligente dos hábitos de consumo dos usuários de forma a atendê-los cada vez melhor.

“O compartilhamento de informações financeiras dos clientes vai permitir entender suas necessidades e criar com eles soluções mais customizadas. Estamos privilegiando experiências fáceis, intuitivas e transparentes para que os clientes tenham total segurança no compartilhamento dos dados com o banco e possam ter acesso a mais benefícios ”, diz.

Jornada segura

Para atender as especificações e regras determinadas pela Convenção do Open Banking, sob a governança do Banco Central, o Itaú Unibanco desenvolveu mecanismos de gestão de consentimento e de integração, assim como testou-os junto ao mercado. Além de migrar anos de experiência e tecnologias de ponta, que já utilizam para outros produtos,  fez investimentos adicionais de forma a garantir o padrão de segurança no novo ecossistema.

“Para proporcionar uma experiência segura na nova jornada, consideramos os modelos de criptografia ponta a ponta, certificados nacionais e internacionais para a validação de protocolos de segurança, utilização de modelos de Machine Learning e avançados mecanismos de autenticação dos clientes”, afirma.

Carneiro aposta que a concorrência mais acirrada vai estimular o processo de evolução das soluções e do próprio mercado financeiro. “O movimento já alavancado pelo Pix, somado ao Open Banking, certamente gerará um ambiente propício para bancarização da população brasileira”, conclui.